Torcedores brasileiros criticam as decisões de Ancelotti como treinador da seleção.

Após a estreia da seleção brasileira, que resultou em um empate, muitos torcedores expressaram insatisfação tanto com o resultado quanto com o desempenho do time. Questionamentos sobre a estratégia do técnico Carlo Ancelotti surgiram em meio a esse descontentamento.

Uma das decisões mais controversas do treinador foi a opção de não escalar Endrick durante a partida, especialmente após o jogador ter sido responsável pelo gol da vitória no amistoso anterior à Copa.

Treinador da Seleção

Cerca de um ano atrás, o italiano Carlo Ancelotti foi anunciado como o novo técnico da seleção brasileira, cargo que ocupa com vistas à Copa do Mundo de 2026.

A decisão de contratar um técnico estrangeiro para liderar a equipe brasileira gerou opiniões divergentes. Ancelotti tornou-se o primeiro treinador não brasileiro a comandar a seleção em um Mundial.

Até abril deste ano, uma pesquisa conducida pelo instituto Quaest indicava que quase 30% dos brasileiros desaprovavam o trabalho de Ancelotti à frente da seleção.

Com a crescente expectativa em relação ao Mundial e a série de resultados positivos em amistosos oficiais da FIFA, as opiniões sobre o treinador parecem ter se alterado. No dia 31 de maio, a seleção brasileira obteve uma expressiva vitória sobre o Panamá, com o placar de 6 a 2. Poucos dias antes do início da Copa do Mundo, a equipe também venceu o Egito por 2 a 1 sob a liderança de Ancelotti.

Diante dessas vitórias, a desaprovação em relação ao trabalho do treinador diminuiu significativamente: antes da estreia da seleção, o percentual de brasileiros que desaprovam Ancelotti caiu para apenas 14%.

Em contrapartida, o percentual de pessoas que aprovam o trabalho do treinador subiu de 41% em abril para 58% em junho. Aqueles que se mostraram indiferentes ao trabalho do italiano permanecem abaixo da marca de 30%.

Em Campo

Desde o início do seu trabalho, Ancelotti manteve uma postura firme em sua decisão de não convocar Neymar Jr para a seleção.

O jogador, que atua no Santos, não integrou nenhuma das equipes testadas pelo técnico desde que assumiu o cargo em 2025. No entanto, devido a lesões de atacantes como Rodrygo e Estevão, e a pressão do público e da mídia, Neymar foi incluído na lista final de convocados para a Copa do Mundo de 2026.

As opiniões sobre a convocação de Neymar são bastante divididas. Menos de 10% dos brasileiros manifestam indiferença à participação do jogador, enquanto 53% aprovam sua convocação e 38% se opõem a ela.

Atualmente, Neymar se recupera de uma lesão na panturrilha, que ocorreu durante uma partida pelo Santos em 17 de maio, e não tem previsão de retorno aos jogos.

Estreia da Seleção Brasileira

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 não foi bem recebida pelo torcedor, que esperava uma apresentação mais convincente do time sob a liderança de Ancelotti.

Após sair atrás no placar, a seleção buscou um empate contra o Marrocos, mas Ancelotti enfrentou críticas por suas escolhas táticas. Particularmente, a opção de não colocar Endrick em campo quando o jogo se encaminhava para um resultado decepcionante gerou questionamentos.

Vale lembrar que Ancelotti e Endrick já trabalharam juntos durante uma temporada no Real Madrid, antes do italiano assumir a seleção. Apesar da expectativa criada, Endrick não se firmou como uma escolha frequente do treinador, tendo jogado apenas 847 minutos em 37 partidas sob Ancelotti, o que corresponde a uma média de quase 23 minutos por jogo, segundo levantamento da ESPN.

É incerto se Ancelotti continuará a manter Endrick no banco na próxima rodada da fase de grupos, cuja partida está marcada para a sexta-feira (19), às 21h30, contra o Haiti.

Pesquisa

As informações apresentadas neste texto foram extraídas de uma pesquisa nacional realizada pelo instituto Quaest em relação à Copa do Mundo de 2026.

A coleta de dados ocorreu entre os dias 5 e 8 de junho e incluiu 2.004 entrevistas, realizadas por meio de visitas domiciliares. A margem de erro é estimada em dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

*Sob a supervisão de Ricardo Gozzi

Fonte: www.moneytimes.com.br

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