O Ministério da Fazenda tem um novo ministro a partir desta sexta-feira, 20 de outubro. Essa informação foi confirmada em anúncio realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a 17ª Caravana Federativa. O nome indicado para o cargo é Dario Durigan, que assume após a saída de Fernando Haddad. A publicação oficial foi veiculada no Diário Oficial da União (DOU) do dia de hoje.
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O que muda com Dario Durigan no comando da Fazenda?
De acordo com informações disponibilizadas pela Agência Brasil, a expectativa é que Durigan dê continuidade à agenda fiscal do governo. Tendo atuado como secretário-executivo do Ministério da Fazenda desde 2023, é provável que a abordagem siga a mesma linha da gestão anterior de Haddad.
Entretanto, conforme reportagens anteriores, o mercado financeiro apresenta expectativas divergentes sobre o que Durigan poderá implementar à frente do Ministério da Fazenda.
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O que dizem os especialistas?
Bruno Caumount, estrategista de investimentos da Delta Investor, sugere que o cenário mais provável será a continuidade da política econômica que foi estabelecida por Haddad. A estratégia do economista estava alinhada à reforma tributária, com o objetivo de corrigir distorções no sistema tributário e fomentar o crescimento inclusivo, conforme mencionado pelo próprio Haddad durante o evento de quinta-feira.
Caumount observa que, pela proximidade de Durigan com Haddad, o novo ministro deve assumir uma posição de destaque já em sua estreia no ministério. “Atualmente, as expectativas do mercado apontam para a continuidade do trabalho realizado por Haddad, tanto pela sua experiência como número dois da Fazenda, quanto pela relação próxima que possui com Haddad e outros membros do partido. Dado que Dario será o responsável pela pasta na reta final do governo, o tempo para propostas inovadoras é bastante restrito”, afirma o estrategista.
Por outro lado, Elber Laranja, fundador da Titanium e engenheiro de produtos de crédito, enfatiza que o nome de Dario Durigan não é amplamente conhecido, o que pode sugerir uma condução mais técnica de sua parte. “Ele é uma figura menos conhecida do público geral, com um perfil indubitavelmente mais técnico em comparação a Haddad. O novo ministro provavelmente buscará evitar conflitos em um momento em que a administração tem diversos interesses a considerar, especialmente em ano eleitoral. De modo geral, o mercado percebe Durigan como tendo um perfil mais voltado para a austeridade e o equilíbrio fiscal”, comenta.
Os especialistas ressaltam que a principal preocupação em relação ao novo ministro Durigan é seu relativamente baixo capital político e a possibilidade de enfrentar dificuldades diante do aumento dos gastos em anos eleitorais, além da meta de alcançar o equilíbrio fiscal. “A dúvida que paira é o quanto Durigan poderá ceder às pressões do governo, especialmente em um ano eleitoral, quando normalmente se observa um aumento das despesas”, conclui Elber.
Fonte: timesbrasil.com.br