Banner Anti-Israel em Teerã
Um grande banner anti-Israel, que retrata a imagem de um combatente palestino junto com o lema em persa e hebraico, "Voz Infinita de Resistência", foi colocado na Praça Palestina, em Teerã, no dia 31 de dezembro de 2025. A agência de espionagem de Israel, Mossad, emitiu, na mesma data, um apelo direto para que os iranianos continuassem com os protestos, afirmando que estava apoiando essas manifestações "no terreno", à medida que os protestos se espalhavam pela capital, Teerã, e outras cidades iranianas. Os protestos começaram em 28 de dezembro de 2025, com comerciantes de Teerã se reunindo contra a deterioração da economia do Irã, sendo que a insatisfação também atraiu estudantes em outras localidades.
Crescimento das Manifestações
O presidente Donald Trump afirmou na sexta-feira que, caso o Irã "interfira violentamente" nas manifestações pacíficas, os Estados Unidos "virão em seu socorro".
A agitação social tem crescido no Irã desde a semana passada, quando protestos surgiram devido à gestão do governo em relação à queda acentuada da moeda nacional e ao aumento dos preços. A inflação anual atingiu 42,2% em dezembro, com os preços dos alimentos subindo 72%. A violência durante os protestos aumentou esta semana, com a mídia local reportando a morte de pelo menos seis civis.
Trump escreveu em uma publicação no Truth Social na sexta-feira: "Se o Irã disparar e matar violentamente os manifestantes pacíficos, que é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu socorro." Ele acrescentou: "Estamos prontos e armados, prontos para agir."
Resposta do Irã
O conselheiro do líder supremo do Irã, Ali Larijani, respondeu afirmando que a interferência dos Estados Unidos nos protestos iranianos equivale ao caos em toda a região, em declarações reportadas pela Reuters.
A economia iraniana vem enfrentando dificuldades desde que Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã em 2018 e reimpos fez sanções ao país. Em junho do ano passado, ataques a sites nucleares iranianos aumentaram as tensões, envolvendo Washington no conflito de Israel com seu rival regional de longa data.
Chamado à Mudança
Suzanne Maloney, vice-presidente e diretora de política externa da Brookings Institution, havia comentado anteriormente que o povo iraniano não pedia apenas uma melhoria na economia, mas também uma mudança de regime. Ela acrescentou que o líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, está no poder há 36 anos.
"Estamos ouvindo gritos de Morte ao ditador. Estamos ouvindo slogans que contrastam o apoio do regime a grupos de milícias em toda a região com os reais interesses e demandas do povo iraniano," afirmou Maloney durante uma entrevista no programa "Squawk Box" da CNBC na quarta-feira.
Fonte: www.cnbc.com


