Trump afirma que Irã ‘está em colapso’ pouco antes de anunciar novas sanções econômicas.

Colapso da Economia Iraniana

Na segunda-feira, 24 de junho de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em sua plataforma Truth Social: “O Irã está totalmente em colapso!!!”. Neste mesmo dia, a moeda iraniana, o rial, registrou queda significativa, alcançando o patamar histórico de 2,02 milhões de riais por dólar americano, na abertura do mercado cambial.

Disparidade nas Taxas de Câmbio

A taxa oficial estabelecida pelo Banco Central do Irã era de aproximadamente 1,5 milhão de riais para cada dólar, no entanto, a taxa de mercado reflete o que a maioria da população iraniana realmente paga.

A moeda iraniana já enfrentava dificuldades antes dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que ocorreram em 28 de fevereiro. Nesse contexto, o país lidava com uma inflação em dois dígitos e um crescimento negativo. Contudo, a situação piorou ao longo dos quase seis meses de conflito, levando a moeda a alcançar novas mínimas.

Impacto no Custo de Vida

Os cidadãos iranianos estão percebendo um aumento contínuo nos preços dos produtos básicos do dia a dia. Desde o início do conflito, o custo do arroz incrementou cerca de 60%, e o da carne bovina disparou mais de 150%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) superior a 5% para o Irã.

Pressão Econômica e Política

Embora a crise econômica seja evidente, ainda não se traduziu em pressão política significativa. O Irã mantém uma vantagem estratégica importante, pois suas ações, incluindo ataques e ameaças a embarcações no Estreito de Ormuz, têm impedido o tráfego nessa rota vital para a economia global. Essa situação está intensificando a pressão sobre o presidente Donald Trump, especialmente diante das proximidades das eleições para o Congresso dos Estados Unidos.

Conflito pelo Controle do Estreito

A guerra evoluiu para uma disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, pelo qual circulava cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente antes do conflito. O Irã, atualmente, se recusa a reabrir totalmente essa via navegável, a não ser que consiga estabelecer taxas para os navios que transitam por ali.

Acordo com Omã

Relatos indicam que o Irã e Omã, país situado do outro lado do estreito, estão em estágio avançado de negociações para um acordo de gestão conjunta da hidrovia. O ministro das Relações Exteriores de Omã está agendado para visitar o Irã na próxima terça-feira.

Anotações sobre Sanções

Com o intuito de quebrar o impasse, o governo Trump anunciou que mais sanções, que serão ainda mais rigorosas do que as atualmente aplicadas, serão reveladas na segunda-feira. Essas sanções incluirão restrições secundárias que afetarão países que continuarem a realizar negócios com o Irã.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comentou em um artigo de opinião no Financial Times que “o presidente Trump devastou a economia do Irã a tal ponto que o rial nunca esteve tão fraco e a inflação raramente esteve tão alta”. De acordo com ele, a última esperança do regime iraniano reside na ilusão de países que ainda acreditam que a conivência com a agressão pode garantir uma paz duradoura.

Suspensão de Relações Comerciais

Na semana anterior, os Emirados Árabes Unidos anunciaram a suspensão de qualquer relação comercial com o Irã. Os Emirados Árabes são tradicionalmente um dos principais parceiros comerciais do Irã e sua maior fonte de importações.

Ameaças e Respostas do Irã

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou a repórteres em Teerã, na segunda-feira, que “qualquer escalada dessa situação certamente trará consequências”. Ele acrescentou que “não estamos de mãos atadas”.

Intermediação do Paquistão

O Paquistão, que desempenhou um papel essencial na mediação de um cessar-fogo de 60 dias em junho, enviou uma delegação de alto nível ao Irã na segunda-feira, com o objetivo de discutir a possibilidade de encerramento do conflito, conforme informado pelo exército paquistanês.

Desesperança da População

No centro de Teerã, Sadegh Mahmoudi, um homem de 73 anos, expressou sua descrença em relação a uma solução. Ele estava entre cerca de doze pessoas que aguardavam em fila para adquirir dólares americanos, utilizando suas economias remanescentes, como forma de proteção contra novas desvalorizações da moeda. “Não há esperança de um acordo e de paz”, afirmou.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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