Declaração de Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na última sexta-feira (3), em uma publicação na rede social Truth Social, que Washington poderá reabrir o Estreito de Ormuz se tiver mais tempo disponível. A declaração marca uma mudança de postura do presidente republicano, que anteriormente sugeriu que os países asiáticos e europeus deveriam assumir a responsabilidade pela reabertura da passagem.
Possibilidade de Reabertura
Trump declarou: “Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, extrair o petróleo e fazer uma fortuna. Seria uma ‘jorra’ para o mundo?” Essa afirmação parece refletir conversas que ele teve durante a semana, onde expressou o desejo de continuar a guerra e se apropriar do petróleo iraniano, lamentando o que considera a falta de apetite dos americanos para tal empreitada.
Reunião Internacional
A declaração acontece após a reunião de 35 países, realizada por videoconferência na quinta-feira (2), com o objetivo de discutir estratégias para a reabertura do estreito. Os ataques iranianos a embarcações comerciais, junto à ameaça de novos ataques, resultaram na paralisação quase total do tráfego na hidrovia que conecta o Golfo Pérsico ao restante do mundo, o que gerou um fechamento dessa rota essencial para o fluxo global de petróleo e provocou um aumento significativo nos preços do petróleo.
Desafios para Abertura da Passagem
Atualmente, nenhum país parece disposto a tentar reabrir o estreito pela força, uma vez que os combates continuam e o Irã possui a capacidade de atacar embarcações com mísseis antinavio, drones, lanchas de ataque e minas. Assim, a reunião do dia 2 de novembro teve como foco discutir maneiras de abrir a passagem de forma diplomática, “após o fim dos combates”.
Posição de Emmanuel Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que tentar reabrir o Estreito de Ormuz em um cenário de violência seria uma medida “irrealista”. Ele argumentou que exporia as marinhas iranianas a ataques prolongados. Durante uma visita à Coreia do Sul, Macron afirmou: “Não acreditamos que possamos libertá-lo ou abri-lo pela força”.
Pronunciamento de Trump
Em um discurso realizado na quarta-feira (1º), Trump mencionou que os americanos “não precisam” do estreito. Contudo, ele enfatizou que aqueles países que necessitam devem “agarrá-lo e preservá-lo”. Em um evento anterior na Casa Branca, durante a celebração da Páscoa, ele destacou que os aliados dos Estados Unidos na Ásia, assim como a China, precisam se envolver ativamente na reabertura da via navegável.
Responsabilidades Regionais
Trump sugeriu que países como a Coreia do Sul, que possui 45 mil soldados americanos em seu território, “deveriam assumir essa responsabilidade”. Ele também indicou o Japão e a China, ressaltando que o Japão obtém 90% de seu petróleo através do estreito.
Fonte: www.moneytimes.com.br

