Trump ameaça "acabar com tudo" no Irã se o país rearmar.

Trump ameaça “acabar com tudo” no Irã se o país rearmar.

by Patrícia Moreira
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Possível Ação Militar contra o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou-se disposto a considerar novas ações militares contra o Irã caso o país busque aumentar suas reservas de armamento balístico e reestabelecer seu programa nuclear. No entanto, ele fez um apelo para que o Irã opte pela negociação.

“Agora, ouvimos que o Irã está tentando se rearmar, e se isso acontecer, vamos precisar desmantelar esse esforço. Vamos desmantelá-los. Vamos atacá-los com força. Mas, esperançosamente, isso não vai acontecer”, afirmou Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

“Eu soube que o Irã deseja fazer um acordo. Se eles realmente quiserem um acordo, isso seria muito mais inteligente”, continuou o presidente.

Trump conversou com jornalistas em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, antes de uma reunião com Netanyahu, que ocorre em um momento tenso no Oriente Médio e com relações exacerbadas entre Israel e Irã.

Preocupações com o Programa Nuclear Iraniano

A emissora NBC News informou no início deste mês que Netanyahu e oficiais israelenses estavam cada vez mais preocupados com a possibilidade de que o Irã estivesse tentando aumentar a produção de mísseis balísticos, o que havia sido comprometido anteriormente por ataques israelenses, e reconstituir os locais de enriquecimento nuclear bombardeados pelos EUA em junho.

“Se eles continuarem com os mísseis, sim. Com relação ao nuclear, faremos isso rapidamente”, declarou Trump quando questionado se apoiaria ataques israelenses contra o Irã. “Um [ataque] seria afirmativo, absolutamente, e o outro faremos imediatamente.”

Discussão sobre Gaza

O presidente Trump também mencionou que Gaza estaria na pauta das discussões entre os dois líderes mundiais. Ele apontou que a Casa Branca busca avançar um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas.

A primeira fase do acordo entrou em vigor em outubro e tem se mantido, na maior parte do tempo. Contudo, a segunda fase — que exigiria o desarmamento do Hamas e a retirada das forças militares israelenses — tem se mostrado mais desafiadora.

Netanyahu afirmou que a segunda fase não pode ser iniciada até que o Hamas devolva os restos mortais do último refém israelense. Trump mencionou na segunda-feira que espera avançar para a segunda fase “o mais rápido possível, mas deve haver desarmamento… precisamos desarmar o Hamas.”

Foco na Política Externa

A política externa tem se tornado um dos principais focos na agenda recente de Trump.

No domingo, ele recebeu o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy no Mar-a-Lago. A administração Trump está facilitando negociações entre a Ucrânia e a Rússia com o intuito de pôr fim ao conflito que se arrasta há vários anos entre as duas nações. Durante o encontro, Zelenskyy teria solicitado dos EUA garantias de segurança para um período de até 50 anos, embora o atual plano de paz de 20 pontos delineasse garantias por 15 anos.

Trump também relatou ter tido uma ligação “muito produtiva” com o presidente russo Vladimir Putin na segunda-feira, embora tenha mencionado que alguns “temas delicados” estão impedindo o fim da guerra.

“Temos algumas questões que vamos resolver, se tivermos sucesso, vocês terão paz”, declarou Trump.

Abaulamento das Ações contra a Venezuela

Em uma breve e ampla coletiva de imprensa, Trump atualizou sobre sua campanha de pressão contra a Venezuela, que vem se estendendo por meses.

O presidente confirmou um ataque dos EUA a uma instalação de carregamento de drogas na Venezuela, representando uma escalada em sua campanha contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro. “Houve uma grande explosão na área do cais onde eles carregam os barcos com drogas… Portanto, atacamos todos os barcos, e agora atingimos aquela área. É a área de implementação, e ela não existe mais”, afirmou Trump.

Recentemente, Trump nomeou o governo venezuelano como uma “organização terrorista estrangeira”, ordenou um bloqueio completo sobre petroleiros sancionados que transitam dentro e fora do país e tem direcionado ações contra supostos barcos de drogas venezuelanos.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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