Lançamento do Conselho da Paz por Donald Trump
Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação do Conselho da Paz. O objetivo inicial do conselho é consolidar o cessar-fogo em Gaza, mas Trump indicou que a instituição poderá assumir um papel mais amplo, o que poderia trazer preocupações a outras potências globais. O presidente também afirmou que colaboraria com as Nações Unidas nesse esforço.
Declarações de Donald Trump
Trump comentou: “Quando esse conselho estiver totalmente estruturado, teremos a capacidade de realizar praticamente qualquer iniciativa que desejarmos. E isso será feito em conjunto com as Nações Unidas”. Ele acrescentou que a organização internacional possui um grande potencial que ainda não foi completamente explorado.
Convite a Outros Líderes Mundiais
O presidente, que liderará o conselho, estendeu convites a numerosos líderes mundiais para que também participem. Ele expressou a intenção de que a iniciativa aborde desafios que vão além da trégua instável em Gaza. Essa ampliação das funções do conselho levantou questões acerca de como essa nova organização poderia ameaçar o papel da ONU como principal instância para diplomacia global e resolução de conflitos.
Resposta das Potências Mundiais
Inúmeras potências e aliados ocidentais dos Estados Unidos mostraram hesitação em se associar ao conselho. Trump sugeriu que os membros permanentes do conselho seriam responsáveis por um financiamento de US$ 1 bilhão cada, o que fez com que alguns líderes respondessem com cautela ou recusassem o convite. Durante o anúncio, estavam presentes representantes de países que foram nomeados como membros fundadores. Entretanto, a Reuters não conseguiu identificar imediatamente a presença de representantes de outros grandes países, nem de Israel ou da Autoridade Palestina.
Cerimônia de Assinatura em Davos
A cerimônia que formalizou a criação do conselho ocorreu em Davos, na Suíça, no contexto do Fórum Econômico Mundial, que anualmente reúne líderes políticos e empresariais de diversas nações.
Participação das Nações no Conselho de Segurança
Com relação aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — as cinco nações com maior influência sobre leis internacionais e diplomacia desde o término da Segunda Guerra Mundial — até o momento, apenas os Estados Unidos se comprometeram a participar. A Rússia declarou que estava avaliando a proposta após Trump indicar que o país se uniría. França e Reino Unido também se manifestaram, com a França se recusando a participar e o Reino Unido afirmando que não se juntaria no momento. Quanto à China, ainda não houve declaração sobre sua adesão.
Composição do Conselho
A criação do conselho foi respaldada por uma resolução do Conselho de Segurança da Nações Unidas, como parte do plano de paz de Trump para Gaza. O porta-voz da ONU, Rolando Gomez, esclareceu que a participação da ONU no conselho ocorreria apenas dentro desse contexto específico.
Compromissos dos Países
Apesar da hesitação de algumas potências, cerca de 35 países já se comprometeram a integrar o conselho. Entre esses países estão a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Belarus. Notavelmente, poucos dos países que confirmaram participação são democracias. No entanto, Israel e Hungria, cujos líderes são aliados próximos de Trump e apoiadores de sua abordagem política e diplomática, afirmaram que se juntarão ao conselho.
Visão de Donald Trump para a ONU
Trump concluiu suas declarações ressaltando o vasto potencial que existe junto às Nações Unidas e indicou que a combinação do Conselho da Paz com os indivíduos presentes na cerimônia “pode ser algo muito, muito único para o mundo”.
Fonte: www.moneytimes.com.br