Trump critica aliados — os EUA 'não estarão mais lá para ajudar vocês'

Trump critica aliados — os EUA ‘não estarão mais lá para ajudar vocês’

by Patrícia Moreira
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Declarações de Donald Trump sobre Reino Unido e França

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma advertência ao Reino Unido e à França, afirmando que os EUA "não estarão mais lá para ajudá-los", ao expressar sua frustração pela recusa dos aliados próximos em se juntar a uma ação militar contra o Irã.

Críticas a França

Em uma postagem no Truth Social, Trump mencionou que "o País da França não permitiu que aviões com suprimentos militares destinados a Israel sobrevoassem seu território". Ele criticou ainda a postura da França em relação ao que chamou de "Butcher of Iran", ressaltando que "o Irã foi, essencialmente, decimado". Trump declarou que "os EUA se lembrarão" de como a França se comportou nessa situação.

Advertências ao Reino Unido

Na mesma linha, Trump dirigiu críticas ao Reino Unido, incitando outros países a tomarem atitudes no estreito de Ormuz, uma via vital para o transporte de petróleo que o Irã tem efetivamente bloqueado durante o conflito. "Todos esses países que não conseguem obter combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na eliminação do Irã, tenho uma sugestão para vocês", escreveu Trump. Ele sugeriu que o Reino Unido "compre dos EUA, que temos bastante, e que reúna um pouco de coragem e vá ao estreito e simplesmente OCUPE-O".

Trump enfatizou que "vocês terão que aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá por nós". Ele reiterou que "a parte difícil já foi feita" e incentivou o Reino Unido e outros países a "buscarem seu próprio petróleo".

Reação do Secretário de Defesa

O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, se manifestou em uma coletiva de imprensa na manhã de terça-feira, reforçando que "há países ao redor do mundo que deveriam estar prontos para atuar nessa via crítica". Hegseth destacou que "não é apenas a Marinha dos Estados Unidos" que deve estar envolvidos nesse cenário, citando que "na última vez que verifiquei, havia uma grande e poderosa Marinha Real que poderia estar preparada para fazer coisas como essa também".

Objetivos dos EUA na Guerra

Quando questionado se a reabertura do estreito era um objetivo central para os EUA no fim do conflito, Hegseth afirmou que derrotar a marinha do Irã continua sendo uma meta crucial, mas que a desobstrução da via não é apenas "um problema dos EUA". Ele sugeriu que outros países deveriam prestar atenção às palavras de Trump, reforçando a ideia de que eles deveriam "começar a aprender a lutar por si mesmos".

Hegseth também minimizou a insistência de Trump de que os EUA estão adiantados nas suas metas em relação ao Irã dentro de um período de quatro a seis semanas. "Trump disse quatro a seis semanas, seis a oito semanas, três — poderia ser qualquer número, mas nunca revelaríamos precisamente qual é, porque nosso objetivo é cumprir essas metas, e estamos bem a caminho", afirmou o secretário.

A administração Trump inicialmente previu que a guerra duraria "dias".

Relações com Aliados Europeus

Trump tem manifestado desdém anteriormente por aliados europeus que se mostraram relutantes em participar da operação militar dos EUA e de Israel contra o Irã. Ele criticou especialmente a hesitação europeia em embarcar em esforços que seriam altamente perigosos para reabrir o Estreito de Ormuz ao transporte internacional.

Situação no Estreito de Ormuz

O estreito foi quase completamente fechado pelo Irã desde o início da guerra, no final de fevereiro, efetivamente interrompendo o transporte de petróleo e gás do Golfo. Vários petroleiros que tentaram navegar pelo estreito foram atacados.

Trump também fez críticas à NATO, expressando sua insatisfação com a relutância do bloco em apoiar os EUA contra o Irã. Ele declarou a repórteres na semana passada que a aliança militar estava "fazendo um erro muito idiota". Trump questionou se a NATO alguma vez estaria disposta a socorrer os EUA, afirmando: "este foi um grande teste, porque não precisamos deles, mas eles deveriam estar lá".

Por ora, Trump se vê obrigado a agir sozinho com Israel. Ele tem alternado entre posturas conciliatórias e de escalada em relação à guerra, insinuando a possibilidade de um acordo de paz com Teerã, enquanto também ameaça o Irã com ataques mais intensos. Em uma declaração na segunda-feira, Trump ameaçou expandir os ataques à infraestrutura energética civil do Irã, incluindo plantas de dessalinização de água, caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz.

Continuação do Conflito

Teerã, por sua vez, mantém sua capacidade de dominar e interferir no tráfego marítimo no estreito, tendo atingido um petroleiro kuwaitiano completamente carregado na área de ancoragem do porto em Dubai, Emirados Árabes Unidos, na terça-feira anterior a esta reportagem.

Correção: Esta história foi atualizada para corrigir uma citação do Secretário de Defesa Pete Hegseth.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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