Sanções dos EUA ao Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas sanções direcionadas a quem negociar com o Irã. A medida consiste em uma tarifa adicional de 25% sobre produtos que sejam exportados para o mercado americano. Essa decisão foi tomada após o fechamento das bolsas de valores globais e deverá ser precificada nesta terça-feira. O anúncio aconteceu logo após um aumento das tensões retóricas em Teerã, onde o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, desafiou tanto os EUA quanto Israel a realizarem ataques ao país, afirmando que esses deveriam “enfrentar as consequências”. Esse fato agrava o ambiente geopolítico em um momento já delicado para os mercados.
Cenário político no Brasil
No Brasil, a atenção dos investidores se volta para a política interna. Duas pesquisas eleitorais programadas para esta semana têm o potencial de alterar os preços dos ativos. O mercado está especialmente atento ao desempenho do senador Flávio Bolsonaro, conhecido como “01” do clã Bolsonaro, avaliando não apenas os índices de aprovação, mas também os de rejeição. Do outro lado, o desempenho do governo Luiz Inácio Lula da Silva também é considerado nas avaliações. Entre os investidores, aumenta a percepção de que uma possível reeleição de Lula poderia ser interpretada como um sinal verde para uma maior flexibilização fiscal, o que teria impacto direto nas contas públicas e nos prêmios de risco.
Agenda internacional e inflação nos EUA
No contexto internacional, a agenda da semana inclui o CPI, que é o índice de inflação ao consumidor dos EUA. Esse índice pode oferecer indícios sobre a direção que a política monetária do Federal Reserve tomará na próxima reunião. Simultaneamente, o confronto entre Trump e Jerome Powell, o presidente do Fed, tomou novos rumos. Em um comunicado, a Casa Branca afirmou que Trump nega ter solicitado a procuradores que investigassem Powell criminalmente, embora tenha afirmado que vê tal iniciativa “com bons olhos”. Powell, por sua vez, reagiu de forma contundente, alegando que o governo está utilizando um “pretexto” para interferir na política monetária e pressionar pela redução das taxas de juros.
Reação do mercado
Ex-presidentes do Fed, assim como diversos economistas, manifestaram apoio à independência do banco central americano, tema que volta a causar preocupação entre os investidores. Certas incertezas relacionadas a essas situações têm o potencial de influenciar o comportamento e a confiança dos mercados, especialmente em um cenário economicamente volátil. As decisões do Fed, assim como os desdobramentos políticas internas, estão em foco conforme as negociações e as expectativas em torno do futuro econômico continuam se desenvolvendo.
Fonte: veja.abril.com.br

