Ultimato dos EUA ao Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, sob pena de enfrentar ataques à sua infraestrutura crítica, é até terça-feira, 7 de julho. A declaração foi feita em uma entrevista publicada pelo Wall Street Journal no domingo, 5 de julho.
Declarações de Donald Trump
Trump destacou: “Se eles não fizerem algo até terça-feira à noite, não terão nenhuma usina de energia e nenhuma ponte de pé”. Além disso, em uma publicação em suas redes sociais, reiterou que o Irã enfrentaria ataques à sua infraestrutura caso não realizasse a abertura do estreito até a data estipulada.
Reações da Rússia
Em contrapartida, a Rússia expressou esperanças no domingo de que as negociações para mitigar a escalada do conflito com o Irã pudessem avançar. O governo russo declarou que os Estados Unidos deveriam parar de utilizar a linguagem de ultimatos e voltar a um caminho de negociações.
Conversa entre Ministros das Relações Exteriores
A declaração do Ministério das Relações Exteriores da Rússia veio após uma conversa entre o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. Segundo o ministério, ambos os líderes “apelaram por esforços para evitar ações, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, que poderiam minar as chances restantes de avanço das iniciativas políticas e diplomáticas para resolver a crise”.
Apoio de Moscou à redução das tensões
A Rússia enfatizou seu apoio a esforços que visem a redução das tensões no Oriente Médio, destacando que uma normalização de longo prazo e sustentável da situação seria facilitada se os Estados Unidos abandonassem o uso de ultimatos e revertssem a situação ao diálogo.
Conclusão
As declarações trocadas entre os líderes das nações envolvidas refletem uma dinâmica intensa nas relações internacionais, onde as escolhas de linguagem e abordagem em situações de crise podem ter impactos significativos em processos de negociação e resolução de conflitos.
Fonte: www.moneytimes.com.br