Acordos de Abraão
O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, participaram da cerimônia de assinatura dos Acordos de Abraão no dia 15 de setembro de 2020, na Casa Branca, em Washington, D.C. Durante a cerimônia, os líderes exibiram suas cópias dos acordos, que visam normalizar as relações entre Israel e alguns de seus vizinhos do Oriente Médio. Essa iniciativa representa um realinhamento estratégico dos países da região em oposição ao Irã.
Convite a Novos Países
Na última segunda-feira, Trump anunciou que solicitou a diversos países, incluindo Catar, Arábia Saudita, Paquistão, Egito, Jordânia e Turquia, que se unissem aos Acordos de Abraão. A ideia é que esses países normalizem suas relações com Israel como parte de um possível acordo relacionado ao Irã.
Conversas com Líderes
Trump informou que conversou no último sábado com líderes dessas nações, além dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein, que já assinaram os acordos anteriormente mencionados. O presidente americano afirmou em uma postagem na plataforma Truth Social: "Estou solicitando obrigatoriamente que todos os países assinem imediatamente os Acordos de Abraão e que, se o Irã assinar seu acordo comigo, como Presidente dos Estados Unidos, seria uma honra tê-los também como parte desta Coalizão Mundial sem precedentes."
Incentivo à Participação
Trump destacou "todo o trabalho realizado pelos Estados Unidos para tentar montar esse complicado quebra-cabeça." Ele acrescentou que os países mencionados teriam honra em incluir o Irã nos acordos, uma vez que um acordo para acabar com a guerra fosse alcançado.
Considerações sobre Participação
Embora Trump tenha comentado que um ou dois dos países que contatou possam ter razões para não se juntarem aos acordos, ele acredita que a maioria deve estar "pronta, disposta e capaz de fazer deste Acordo com o Irã um evento histórico." O Presidente também afirmou que as negociações com o Irã estavam "progredindo de forma positiva", mas não deu indícios de que um acordo estivesse próximo de ser alcançado.
Expansão dos Acordos
Trump tem manifestado diversas vezes o desejo de expandir os acordos que ajudou a negociar durante seu primeiro mandato. Durante esse período, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein assinaram, rompendo um tabu que se manteve por 25 anos e tornando-se os primeiros estados árabes a reconhecer Israel em um quarto de século. Em seguida, Marrocos e Sudão também seguiram o mesmo caminho.
Expectativas em Relação à Arábia Saudita
Trump expressou otimismo quanto à possibilidade de a Arábia Saudita se juntar aos acordos mais tarde. Este otimismo surgiu após o cessar-fogo em Gaza no ano passado, mas até o momento, a Arábia Saudita não demonstrou disposição para avançar nesse sentido.
Relações Já Estabelecidas
Egito e Jordânia já haviam estabelecido relações com Israel anteriormente, tornando-se parte do contexto que envolve as dinâmicas regionais sobre a normalização de relações entre os países do Oriente Médio e o Estado hebreu.
Fonte: www.cnbc.com


