Verificação de Documentos no Aeroporto
Um funcionário da Administração de Segurança do Transporte (TSA) verifica os documentos de um viajante no Aeroporto Hollywood Burbank, localizado em Burbank, Califórnia, nos Estados Unidos, em 1º de outubro de 2025.
Compartilhamento de Informações pelo TSA
De acordo com informações publicadas pelo The New York Times na última sexta-feira, a Administração de Segurança do Transporte dos Estados Unidos está fornecendo os nomes de todos os viajantes de companhias aéreas aos oficiais de imigração como parte do amplo programa de deportação da administração Trump.
A TSA, várias vezes por semana, encaminha uma lista de viajantes que devem passar por aeroportos para o Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). O jornal relatou que o ICE pode então comparar essa lista com seu próprio banco de dados de pessoas sujeitas à deportação, possibilitando que agentes sejam enviados para o aeroporto a fim de deter essas pessoas.
Relação entre ICE e TSA
Tanto o ICE quanto a TSA são divisões do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna, em uma declaração à CNBC, comentou sobre o relatório do Times, afirmando que a informação não é nova.
Em fevereiro, a Secretária Kristi Noem reverteu uma política considerada horrenda da era Biden, que permitia que estrangeiros com status ilegal no país viajassem internamente sem necessidade de identificação. Segundo o porta-voz, sob a administração Trump, a TSA e o DHS não tolerarão mais essa prática. O governo atual está trabalhando com afinco para garantir que estrangeiros em situação ilegal não possam mais voar, a menos que seja para deixar o país em um processo de autodeportação.
Consequências do Compartilhamento de Dados
O Times destacou que não se sabe quantas pessoas foram presas como resultado do compartilhamento de informações por parte da TSA. Contudo, o jornal informou ter obtido documentos que indicam que o programa levou à prisão, em 20 de novembro, de uma estudante universitária no Aeroporto Logan de Boston, Any Lucía López Belloza, que foi deportada para Honduras dois dias depois. López estava a caminho de visitar sua família no Texas durante o feriado de Ação de Graças.
O Times havia relatado anteriormente que López foi trazida para os Estados Unidos de Honduras quando tinha apenas sete anos. Sua família afirmou que nem eles nem ela sabiam que estavam sob uma ordem de deportação.
Fonte: www.cnbc.com


