UBS, JPMorgan e BofA cortam ADRs enquanto prejuízo bilionário e forte Ebitda geram divisões entre investidores na B3

UBS, JPMorgan e BofA cortam ADRs enquanto prejuízo bilionário e forte Ebitda geram divisões entre investidores na B3

by Ricardo Almeida
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Desempenho da Vale S.A. e Redução de Posições por Gestoras nos EUA

Gigantes globais cortam posição nos EUA, mineradora registra prejuízo de US$ 3,8 bilhões no 4T25, mas supera expectativas no Ebitda; ações VALE3 operam em queda nesta sexta-feira (20/02) na bolsa de valores.

Informações sobre a Vale S.A.

Na sexta-feira (20/02), a Vale S.A. (BOV:VALE3) voltou a ser um dos principais focos de atenção entre os investidores da bolsa de valores. Isso se deve ao fato de que documentos regulatórios nos Estados Unidos revelaram que grandes conglomerados financeiros reduziram consideravelmente suas posições em ADRs da mineradora durante o quarto trimestre de 2025.

Movimentações Relevantes nos Investimentos

Segundo os formulários 13F, que foram enviados à SEC — equivalente à CVM nos Estados Unidos — as divisões de gestão de recursos do UBS e do JPMorgan Chase cortaram pela metade suas posições em ADRs da Vale, com a venda de aproximadamente 4,7 milhões e 4,3 milhões de recibos, respectivamente. O Bank of America, através de sua divisão de asset management, também reduz sua exposição em 41% ao vender mais de 7 milhões de ADRs.

Outras distribuições importantes incluem a redução de 18% na participação da Bridgewater Associates, além de uma diminuição de 12% realizada pela gestora vinculada ao Morgan Stanley. Entre as gestoras brasileiras, a SPX praticamente eliminou sua posição nos recibos que são negociados nos Estados Unidos, enquanto a Kapitalo informou ter vendido integralmente sua participação.

Novos Entrantes e Expectativas de Mercado

Apesar das consideráveis saídas, os dados consolidados nos formulários 13F mostram um aumento no total de investidores e no volume agregado de ADRs reportados ao final de 2025. Gestoras como Two Sigma Advisers, Optiver Holding e Point72 Asset Management iniciaram posições relevantes durante esse período, sugerindo que, enquanto alguns investidores diminuem sua exposição, outros enxergam oportunidades no ativo.

Resultados Financeiros da Vale

No quarto trimestre de 2025, a Vale reportou um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, cifra que supera em mais de cinco vezes o valor registrado no mesmo período do ano anterior. Este resultado foi impactado por baixas contábeis em ativos de níquel no Canadá, além de provisões não recorrentes.

Por outro lado, o Ebitda ajustado da empresa superou as expectativas do mercado, sustentado por um aumento no volume de vendas e por preços mais elevados de minério de ferro e cobre. Esse desempenho operacional robusto ajudou a atenuar a leitura negativa do prejuízo contábil.

Comentários de Analistas

Em um relatório, o JPMorgan Chase destacou que a nova joint venture no cinturão de níquel de Thompson, no Canadá, “limita a carga de capital ao mesmo tempo que preserva a ligação econômica.” Isso pode ajudar a reduzir a exposição a um ativo que já está maduro, ao passo que mantém o potencial de upside por meio de novas descobertas e extensões de recursos.

Desempenho das Ações

Às 10h56 desta sexta-feira (20/02), as ações da Vale (BOV:VALE3) apresentavam uma queda de 0,56%, sendo cotadas a R$ 83,62, após iniciarem o pregão a R$ 83,80. No intradia, os papéis oscilavam entre a mínima de R$ 83,46 e a máxima de R$ 84,20, totalizando um volume superior a 3,3 milhões de ações negociadas até aquele momento.

Desde a divulgação dos resultados financeiros, os papéis acumulam uma queda superior a 6%, apesar de ainda registrarem uma valorização próxima de 16% em 2026 até o fechamento da última quinta-feira (19/02). Este movimento sugere que o mercado continua a avaliar o impacto das baixas contábeis em relação à geração operacional de caixa e às perspectivas do setor de mineração.

Contexto Geral e Exposição a Commodities

O desempenho da Vale também acontece em um cenário de oscilações no preço do minério de ferro no exterior e em meio à dinâmica dos principais índices globais, como o S&P 500 (SPI:SP500) e o Nasdaq Composite (NASDAQ:COMPX). Esses fatores influenciam o apetite por risco em mercados emergentes, como a bolsa de valores brasileira.

Sobre a Vale S.A.

A Vale S.A. é uma das maiores mineradoras do mundo, com foco na produção de minério de ferro, pelotas, níquel e cobre. A companhia possui uma forte exposição ao mercado asiático e compete em nível global com gigantes como BHP e Rio Tinto. A empresa é listada na bolsa de valores brasileira sob o código VALE3 e seus ADRs são negociados nos Estados Unidos. A Vale é um dos principais pesos-pesados do Ibovespa (BOV:IBOV) e está entre as ações mais negociadas da B3.

A combinação dos cortes de posições por grandes gestoras, um prejuízo contábil relevante e um Ebitda que supera as projeções mantém a Vale (VALE3) sob o olhar atento dos investidores em busca de oportunidades em commodities e mineração na B3.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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