UE buscará apoio do G7 para enfrentar as tarifas impostas por Trump.

Tensão Comercial entre EUA e Europa

Papel do G7

Autoridades europeias passaram a destacar a importância do G7 como um fórum de coordenação em resposta à crescente tensão comercial provocada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump ameaçou impor tarifas a países europeus caso não haja um consenso sobre a venda da Groenlândia aos EUA.

Resposta Europeia

Segundo a DW, o vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, declarou que a Europa vai se manifestar de maneira coordenada. Ele enfatizou: "Não vamos nos deixar chantagear", acrescentando que os estados europeus estão "preparando contramedidas junto com os parceiros". Klingbeil acredita que a postura de Trump representa uma série de choques e que "o limite foi alcançado".

Declarações da França

Em uma coletiva de imprensa ao lado de Klingbeil, o ministro da Economia da França, Roland Lescure, classificou a ameaça tarifária como "chantagem", algo que ele considera "obviamente inaceitável". Lescure ainda enfatizou que os ministros das Finanças do G7 devem se reunir nos próximos dias para discutir a resposta ao governo norte-americano, salientando a necessidade de que os europeus permaneçam preparados para usar "todos os instrumentos" disponíveis.

Coordenação Política

De acordo com o The Guardian, Lescure pretende utilizar o G7 como o espaço central para coordenar a reação política. Ele reafirmou o compromisso da França com a Groenlândia e a Dinamarca, destacando a importância de uma resposta unificada.

Cúpula de Emergência da UE

A Euronews informou que líderes da União Europeia também decidiram convocar uma cúpula de emergência em Bruxelas para esta semana. A medida foi tomada após a Comissão Europeia apresentar aos Estados-membros opções que incluem a reativação de um pacote de retaliação tarifária que totaliza 93 bilhões de euros contra produtos dos Estados Unidos.

Posição do Reino Unido

Em uma coletiva de imprensa em Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reforçou que "qualquer decisão sobre o futuro da Groenlândia pertence ao povo da Groenlândia e à Dinamarca". Starmer criticou o uso de tarifas contra aliados, considerando isso "completamente errado". Além disso, ele alertou que uma guerra comercial "não é do interesse de ninguém", embora tenha reafirmado que Reino Unido e EUA continuam a ser "aliados e parceiros próximos".

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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