Ultrapar (UGPA3) se destaca como a nova escolha prioritária do BTG no setor de óleo e gás; descubra por que investir na ação agora.

Ultrapar (UGPA3) se destaca como a nova escolha prioritária do BTG no setor de óleo e gás; descubra por que investir na ação agora.

by Ricardo Almeida
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Revisão do Setor de Óleo e Gás

O BTG Pactual, ao realizar uma análise do setor de óleo e gás, reiterou sua recomendação de compra para as ações da Ultrapar (UGPA3). O banco classificou a companhia como a preferida, ou “top pick”, do setor, estabelecendo um preço-alvo de R$ 31. Essa estimativa aponta para uma valorização de 39,3% nos próximos doze meses, considerando o preço de fechamento das ações em R$ 22,26 no dia 15 de outubro. Na sessão de negociação subsequente, as ações da Ultrapar apresentaram um desempenho positivo, destacando-se entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) durante a manhã do dia 16 de outubro, alcançando um avanço de 1,21% às 12h30, cotadas a R$ 22,53, após uma elevação que superou 2% nas primeiras horas de negociação.

Por que Comprar UGPA3?

Os analistas do BTG Pactual consideram que a alavancagem da Ultrapar proporciona uma margem para novas aquisições ou distribuições maiores. Segundo as projeções do banco, a companhia deverá alcançar um nível de endividamento de 1,6 vez a dívida líquida em relação ao Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) até o fim de 2026. Esse cálculo já inclui a previsão de pagamentos de dividendos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão neste ano, o que equivale a cerca de 5% de dividend yield (rendimento do dividendo). Os analistas afirmam que esse cenário deixa a Ultrapar com um balanço financeiro confortável.

A previsão inclui um espaço de R$ 3,1 bilhões, correspondente a 13% do valor de mercado da empresa, para que a Ultrapar busque novas oportunidades de crescimento ou aumente as distribuições dividendos aos acionistas. A companhia visa uma alavancagem recorrente de cerca de 2,0x em relação à dívida líquida sobre o Ebitda. Além disso, a Ultrapar apresenta uma fase positiva em todas as suas unidades de negócio. Os analistas destacam a abordagem cuidadosa da Ultrapar na alocação dos fluxos de caixa excedentes provenientes da Ipiranga, seu braço de distribuição de combustíveis, em novas opções de crescimento, seja orgânico ou inorgânico.

Ipiranga

As projeções dos analistas indicam que a Ipiranga deverá reportar uma margem Ebitda de aproximadamente R$ 165/m³ em 2026, comparados a R$ 140/m³ em 2025 e R$ 144/m³ em 2024, sustentada pelo crescimento do volume de vendas que deverá girar em torno de 2,5% ao ano. A previsão é respaldada pela diminuição das atividades irregulares no mercado brasileiro de combustíveis, o que pode resultar em um ambiente competitivo mais estável.

Ultragaz

No segmento da Ultragaz, o BTG Pactual acredita que as mudanças regulatórias sugeridas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) no ano anterior – como a proposta de enchimento parcial de botijões de gás liquefeito (GLP) – dificilmente serão implementadas, uma vez que poderiam introduzir incertezas regulatórias no mercado. Além disso, os analistas esperam impactos limitados nos preços finais e riscos de segurança que poderiam favorecer a atuação de agentes informais. A expectativa é de que a margem Ebitda atinja R$ 1.045 por tonelada em 2026, em comparação com R$ 1.035/t em 2025. Essa previsão considera uma interrupção regulatória limitada e a contribuição contínua de novos negócios, como os projetos Stella e Neogas.

Hidrovias do Brasil

Os especialistas do BTG Pactual também acreditam que a gestão da Hidrovias do Brasil deve se concentrar na racionalização dos investimentos e na melhoria da eficiência operacional, visando elevar o retorno sobre o capital investido (ROIC). Eles projetam que a empresa continuará a buscar oportunidades seletivas para expandir marginalmente sua capacidade nos anos de 2026 e 2027.

Ultracargo

Para a Ultracargo, o banco projeta a continuidade da trajetória recente de crescimento, com o Ebitda alcançando cerca de R$ 634 milhões neste ano, refletindo um crescimento de 10% na comparação anual, sustentado pela expansão da capacidade e pela melhora no giro dos ativos.

Fatia na Rumo?

No mês de novembro do ano passado, o Brazil Journal informou que a Ultrapar havia adquirido uma participação de aproximadamente 5% na Rumo (RAIL3). No mês seguinte, a Cosan (CSAN3) confirmou a venda de um percentual de cerca de 4,96% da empresa de logística. O relatório do BTG Pactual aponta que, dada a vasta experiência do CEO Marcos Lutz no setor ferroviário brasileiro e na própria Rumo, por conta de suas funções anteriores na Cosan, persiste uma incerteza sobre a confirmação da Ultrapar ter efetivamente construído uma participação minoritária na companhia.

Embora a Ultrapar não tenha oficialmente comentado a transação, os analistas do BTG Pactual avaliam que um eventual negócio seria benéfico, considerando a crescente familiaridade da Ultrapar com ativos de infraestrutura, especialmente após a aquisição da Hidrovias do Brasil. A operação teria um impacto modesto, elevando a alavancagem de 1,6x para 1,7x, representando uma alteração limitada de cerca de 0,1x em relação à dívida líquida sobre o Ebitda.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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