Um fundo que gera rendimento, protege contra a volatilidade e possui classificação 5 estrelas.

Investidores Buscam Refúgio em Fundos de Baixa Volatilidade

Os investidores que estão enfrentando um mercado instável estão se voltando para fundos de baixa volatilidade. Um exemplo é o Franklin International Low Volatility High Dividend Index ETF (LVHI), que também oferece a vantagem de proporcionar rendimento. Este fundo é classificado com cinco estrelas pela Morningstar, que destacou seu "forte desempenho ajustado ao risco a longo prazo". Com um patrimônio sob gestão de $4 bilhões, o LVHI possui um rendimento de 3,35% nos últimos 30 dias segundo a SEC e uma taxa de despesa de 0,40%.

Características dos Fundos de Baixa Volatilidade

Os fundos de baixa volatilidade, em geral, buscam suavizar a experiência dos investidores ao manter ações que apresentam flutuações de preço menores. Isso pode resultar em um desempenho inferior quando o mercado está em alta. No entanto, esse não é o caso em 2023. O LVHI apresentou uma valorização de aproximadamente 8% até a data, sem considerar os dividendos, enquanto o S&P 500 teve uma queda de quase 7%. Na última sexta-feira, todos os três principais índices sofreram quedas significativas, com o Dow Jones Industrial Average chegando a recuar 10% em relação ao seu recente pico — caracterizando tecnicamente uma correção.

"Essa é uma ótima estratégia que as pessoas buscam quando há muita turbulência", afirmou Jeff Silverman, chefe de soluções de consultoria da Franklin Templeton Investment Solutions. Desde o início de janeiro, aproximadamente $469 milhões foram direcionados para este ETF.

Diversificação Internacional

Atualmente, a diversificação é extremamente relevante. O LVHI alcança essa diversificação por meio de ações internacionais, enquanto se protege da exposição cambial com o objetivo de reduzir ainda mais a volatilidade. "Essas ações podem ser influenciadas por forças econômicas diferentes das suas contrapartes domésticas tradicionais", comentou Silverman. As ações internacionais apresentam "uma baixa correlação com o crescimento e têm se mostrado mais defensivas em comparação com as tradicionais estratégias de valor".

O ETF segue normas estabelecidas, o que significa que ele se baseia nas regras de um índice ao selecionar investimentos, ao invés de apenas acompanhar um índice — neste caso, o MSCI World ex U.S Index. Os gestores começam com cerca de 3.000 das maiores ações internacionais desenvolvidas e realizam uma série de triagens. A primeira etapa envolve a busca por altos dividendos e empresas cujos lucros superam os pagamentos. Subsequentemente, os gestores analisam a baixa volatilidade ao medir a volatilidade de preços e lucros. Ao final desse processo, eles selecionam um conjunto de cerca de 150 a 200 ações.

"Se você está apenas buscando altos dividendos e evitando volatilidade nos preços e lucros, pode estar perdendo algo, pois alta volatilidade pode ser um indicativo de que algo pode ameaçar a sustentabilidade desses dividendos", alertou Silverman. O resultado atual é uma posição mais acentuada em ações de energia, bens de consumo essenciais e serviços públicos. "Esses setores tendem a se sair bem em momentos de turbulência. É para onde o dinheiro flui — em direção a investimentos mais defensivos", acrescentou. "Mesmo em períodos de desaceleração econômica, uma alocação maior em utilidades tende a ter um bom desempenho."

Alternativa Doméstica

Além disso, existe uma opção de fundo com foco no mercado doméstico, o Franklin U.S. Low Volatility High Dividend Index ETF (LVHD). Este ETF está restrito às ações do Índice Russell 3000. O rendimento de 30 dias segundo a SEC é de 3,26%, com uma taxa de despesa de 0,27%. O LVHD também está superando o mercado em geral, apresentando um aumento de 6,6% no acumulado do ano. As principais participações incluem Verizon Communications, Chevron e American Electric Power.

Considerações sobre Portfólios

Ambos os fundos devem ser considerados como uma parte conservadora essencial dentro de um portfólio, independentemente das flutuações do mercado, de acordo com Silverman. Esses ETFs podem equilibrar as exposições mais "apimentadas", como ações de tecnologia, e atuar como uma solução de mitigação de riscos. Ele compara a situação à condução de um carro de corrida, que possui cintos de segurança mais robustos e gaiolas de proteção para segurança adicional.

"É necessário ter algo em seu portfólio que também funcione como um contrapeso, uma forma de segurança — uma gaiola de proteção dentro desse portfólio", afirmou Silverman. "Como investidores, não conseguimos controlar… os retornos", complementou. "Os retornos são aleatórios, baseados em regimes econômicos e nas mudanças desses regimes, mas o que conseguimos controlar é a volatilidade do portfólio."

Fonte: www.cnbc.com

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