Vai ter no SUS? Confira os preços e principais dúvidas!

Anvisa aprova o registro do Ozivy

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic no Brasil, nesta terça-feira, dia 26.

O produto, agora autorizado para comercialização no país, representa uma versão sintética de um medicamento biológico já registrado na Anvisa.

Quem poderá usar o ‘Ozempic genérico’?

O Ozivy é indicado para o tratamento de adultos que apresentam diabetes mellitus tipo 2 que não estão controlados adequadamente com as terapias atuais.

Os pacientes que utilizarem este medicamento devem combinar o tratamento com uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos.

Uma diferença importante em relação ao Ozempic é que, enquanto este último exige refrigeração apenas antes do primeiro uso, o Ozivy deverá ser armazenado entre 2°C e 8°C durante todo o período de uso.

A caneta será disponibilizada no SUS?

Com a concessão do registro pela Anvisa, o medicamento estará disponível para comercialização assim que o preço máximo for definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A EMS, a farmacêutica responsável pela produção do produto, determinará a data de lançamento da caneta no mercado.

Até o momento, não há uma definição sobre a eventual disponibilização do Ozivy no Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, o medicamento deverá ser submetido à avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e, posteriormente, receber a aprovação do Ministério da Saúde.

Atualmente, existem outros cinco medicamentos sintéticos à base de semaglutida, além de um biológico que ainda estão em fase de análise na Anvisa, junto a diversos pedidos adicionais que estão aguardando avaliação.

Quanto vai custar o medicamento?

De acordo com Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, o Ozivy será comercializado a um preço cerca de 30% menor do que o do Ozempic.

Entretanto, o valor final do medicamento ainda não foi revelado, sendo dependente da definição do teto de preços estabelecido pela CMED.

Sanchez afirmou: “Não é um desconto temporário de entrada. O produto já terá um preço bem mais acessível e, no início do tratamento, as condições serão ainda melhores”.

A expectativa da empresa é que o medicamento esteja disponível nas farmácias dentro dos próximos 30 dias.

Sob supervisão de Renan Dantas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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