Vale (VALE3) em Alta no Mercado
A Vale (VALE3) apresentava uma valorização de 2,34%, negociando a R$ 81,36, por volta das 12h26 (horário de Brasília). Essa alta ocorreu após a divulgação do seu guidance de longo prazo, que traz informações sobre a contribuição da subsidiária Vale Base Metals (VBM) nos resultados consolidados da companhia, com foco na geração de caixa e uma maior participação nos números finais.
É importante ressaltar que o desempenho das ações da Vale está em desacordo com a fraqueza observada nos futuros do minério de ferro, especialmente na China.
Expectativas para o Futuro da Vale Base Metals
Em um fato relevante anunciado nesta terça-feira (31), a Vale indicou que espera que a VBM represente entre 30% a 35% do Ebitda da empresa até o ano de 2035. Essa projeção leva em consideração premissas relacionadas aos preços de longo prazo de commodities, incluindo cobre, níquel e ouro, conforme estimativas de analistas do mercado e expectativas de aumento na produção.
No que diz respeito ao curto prazo, a Vale atualizou as expectativas de geração de caixa da VBM. Para o ano de 2026, a empresa prevê que o fluxo de caixa livre da subsidiária oscile entre US$ 400 milhões e US$ 1,9 bilhão, levando em conta valores ajustados à realidade econômica.
Recomendações do Mercado para Investidores
Conforme um relatório do Citi, a instituição financeira mantém a recomendação de compra das ações da Vale, com um preço-alvo de US$ 14 para as ações da companhia, que estão sendo negociadas na New York Stock Exchange (NYSE). Este preço-alvo representa um potencial de desvalorização de 7% em comparação ao fechamento da véspera (30).
Por volta das 12h35 (horário de Brasília), as ações da VALE estavam em alta de 3,25%, sendo negociadas a US$ 15,60 na NYSE.
Aumento nas Reservas de Cobre
O banco Citi destaca que os relatórios da VBM revelam um aumento nas reservas e recursos (R&R) relacionados ao cobre. Além disso, o banco também apontou que a campanha de perfuração desse mineral na região de Carajás, no Pará, será intensificada em 2026, com um objetivo de perfuração de 120 mil metros, algo que já havia dobrado em 2025.
Os dados indicam que as reservas e recursos de cobre da empresa somam 39 milhões de toneladas, excluindo os recursos inferidos, o que supriria a demanda de cerca de 1 milhão de toneladas por ano durante 40 anos.
Potencial Exploratória em Novas Áreas
Além disso, o Citi também destacou o potencial exploratório da subsidiária da Vale em regiões novas (greenfield) no Chile e no Peru, que continuam a ser exploradas ao longo de 2026.
Fonte: www.moneytimes.com.br