Crescimento Moderado para o Varejo Brasileiro em Setembro
O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), em colaboração com a FIA Business School, prevê um crescimento moderado para o varejo brasileiro no mês de setembro. Segundo as estimativas, o varejo restrito, que não inclui veículos e materiais de construção, deve apresentar uma variação de 0,02% em comparação com agosto. Quando analisado em relação ao mesmo período do ano anterior, a expectativa é de um crescimento de 0,93%. No acumulado de 2024, o setor projeta um aumento de 2,02%, com uma variação acumulada nos últimos 12 meses de 2,47%. Para o varejo ampliado, que abrange veículos, motos, partes e peças, além de material de construção, a projeção é ainda mais otimista, com um aumento de 0,29% em relação ao mês anterior e um crescimento de 3,72% em comparação ao ano passado. O acumulado do ano indica uma alta de 1,37%, acompanhada de uma variação de 1,71% nos últimos 12 meses. Essas informações foram apresentadas por Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School.
Destaques Setoriais
No que diz respeito aos segmentos analisados, o setor de tecidos, vestuário e calçados é o que se destaca positivamente, com uma expectativa de crescimento de 10,07% para setembro, comparado ao mesmo mês do ano anterior. Em segundo lugar, o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos apresenta uma projeção de alta de 4,24%. Esses setores têm demonstrado resiliência e atraído a atenção tanto de consumidores quanto de investidores.
Setores em Declínio
Por outro lado, há setores que enfrentam dificuldades, refletindo um cenário menos favorável. O contexto é menos otimista para o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que projeta uma queda de 10,09%. O setor de veículos, motos, partes e peças também foi impactado, com uma variação negativa esperada de 4,90%. Além disso, o setor de material de construção enfrenta um cenário desafiador, apresentando uma diminuição projetada de 4,82%. Esses números revelam as dificuldades que certos segmentos do varejo têm enfrentado, o que pode ser um reflexo da dinâmica econômica atual e das mudanças nos padrões de consumo da população.

