Queda nas Vendas do Comércio Brasileiro em Janeiro
O Índice do Varejo Stone (IVS) divulgou na quarta-feira (11) uma diminuição de 1,3% nas vendas do comércio brasileiro em janeiro. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a retração foi de 5,9%.
Análise do Cenário Econômico
Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, afirmou que a redução observada em janeiro reforça um panorama que já estava se consolidando. Ele explicou: "A queda não surpreende, mas reforça o cenário de desaceleração que já se desenhava no fim de 2025 e indica que o consumo entrou em 2026 sob pressão de condições financeiras ainda bastante restritivas."
Desempenho dos Setores
Ao analisar os diferentes segmentos do varejo, constatou-se que apenas um deles apresentou alta em janeiro: Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, que teve um crescimento de 1,4%, influenciado pela diminuição dos preços alimentos em casa.
Por outro lado, os setores com queda incluem:
- Artigos Farmacêuticos, Combustíveis e Lubrificantes: -5,6%
- Material de Construção: -3,3%
- Livros, Jornais, Revistas e Papelaria: -1,9%
- Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico: -1,5%
- Móveis e Eletrodomésticos: -0,3%
- Tecidos, Vestuário e Calçados: estabilidade na comparação mensal.
Comparação Anual dos Segmentos
No comparativo anual, todos os oito segmentos analisados apresentaram algum nível de retração, com a maior queda sendo observada em Combustíveis e Lubrificantes, que caiu 15,1%. As outras quedas foram:
- Artigos Farmacêuticos: -7,5%
- Tecidos, Vestuário e Calçados: -6,7%
- Livros, Jornais, Revistas e Papelaria: -5,5%
- Material de Construção: -4,7%
- Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico: -4,6%
- Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo: -4,2%
- Móveis e Eletrodomésticos: -2,3%
Freitas comentou sobre essa dinâmica: "Em um ambiente de renda mais apertada e crédito restrito, o consumidor tende a priorizar gastos essenciais e reduzir despesas discricionárias. Isso acaba favorecendo supermercados em detrimento de outros segmentos do varejo mais sensíveis ao crédito."
Desempenho Regional
No recorte regional, apenas o estado do Amapá registrou um crescimento na comparação anual, com um último avanço de 2,9%. As quedas mais significativas ocorreram nas regiões Sul e Sudeste, além de partes do Centro-Oeste.
Sob supervisão de Pedro Zanatta, da CNN.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


