Venda de aeroportos já era esperada pelo mercado, afirmam analistas; ação registra leve alta.

Venda de aeroportos já era esperada pelo mercado, afirmam analistas; ação registra leve alta.

by Ricardo Almeida
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Reação das ações da Motiva ao acordo com Asur

As ações da Motiva (MOTV3) apresentaram uma resposta tímida ao anúncio do acordo para a venda de sua operação de aeroportos à mexicana Asur na quarta-feira, dia 19. Inicialmente, os papéis da concessionária, anteriormente conhecida como CCR, recuaram quase 3% nas primeiras horas de negociação. No entanto, ao longo da sessão, o desempenho das ações se estabilizou. Por volta das 14h (horário de Brasília), as ações da Motiva apresentavam uma leve alta de 0,38%, cotadas a R$ 15,96.

Análise do mercado sobre a operação

Segundo analistas, a operação já havia sido contemplada nos preços de mercado, levando em consideração meses de especulação acerca do desinvestimento da Motiva. Essa antecipação pode ser um dos fatores que justificam a modesta alta nas ações após a confirmação do acordo. “As condições finais não diferem do que o mercado já conhecia: o equity da operação aérea da Motiva é de R$ 5 bilhões, correspondente à participação da empresa nos aeroportos”, afirmaram os analistas Fernanda Recchia, Lucas Marquiori, Marcel Zambello e Samuel Alkmin em um relatório do BTG Pactual.

Por sua vez, o banco Safra também avaliou que o desinvestimento está em conformidade com as prioridades estratégicas da Motiva, que visa simplificar sua estrutura corporativa e maximizar o valor para seus acionistas. “O reposicionamento melhora a flexibilidade financeira da companhia e permite que ela se concentre em oportunidades seletivas de crescimento de alto retorno em seus segmentos principais de infraestrutura — rodovias e ferrovias — no Brasil”, observam Luiz Peçanha e Arthur Godoy.

Detalhes do negócio com a Asur

Na noite do dia 18, a antiga CCR anunciou a venda de sua operação, que abrange 20 aeroportos localizados no Brasil e na América Latina, para a mexicana Asur por um total de R$ 11,5 bilhões. Este valor inclui uma dívida líquida de R$ 6,5 bilhões e a Motiva estima que a transação será concluída em 2026.

A finalização do negócio está condicionada ao cumprimento de diversas condições suspensivas habituais para este tipo de operação. Isso inclui a necessidade de aprovações por parte de autoridades regulatórias e governamentais tanto no Brasil, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), quanto no exterior, além de autorizações de órgãos internacionais de concorrência.

Recomendações para as ações MOTV3

Os analistas do BTG Pactual e do Safra reiteraram suas recomendações de compra para as ações da Motiva. A equipe do BTG destaca que a Motiva deverá direcionar seus esforços para: reforços contratuais nas concessões já existentes, especialmente no estado de São Paulo; desenvolvimento de novos projetos greenfield em leilões, como os de Fernão Dias e Renovias; além da continuidade do plano de reciclagem de capital, que inclui avanço em mobilidade urbana e desinvestimentos seletivos em concessões.

Além disso, a companhia está se comprometendo na redução de sua alavancagem, reduzindo de 37 para 17 o número de ativos apenas no Brasil, o que deve criar espaço para melhorar as margens e diminuir os custos fiscais.

Os analistas também prevêm a manutenção do payout atual, afirmando que “não esperamos um aumento nos dividendos no curto prazo diante das diversas oportunidades de crescimento”. O BTG Pactual estipula um preço-alvo de R$ 17 para as ações, o que indica um potencial de valorização de 6,9% em relação ao preço de fechamento do dia anterior (18), quando as ações foram cotadas a R$ 15,90. O Safra, por outro lado, projeta que as ações podem atingir R$ 18,80 até o final de 2026, representando um potencial de valorização de 18% em relação ao último fechamento.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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