A viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Ásia, que inclui visitas à Índia e à Coreia do Sul, resultou em expectativas de investimentos no Brasil que somam aproximadamente R$ 300 bilhões, conforme declarado por Jorge Viana, o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
A visita à Coreia do Sul é significativa, pois representa o fim de um intervalo de 15 anos sem a presença de um presidente brasileiro no país asiático, que se destaca como o segundo maior produtor mundial de semicondutores e é reconhecido na área de cosméticos desde 2010.
“O Brasil se tornou o segundo mercado para diversas empresas coreanas”, enfatizou Viana em entrevista ao CNN Money nesta segunda-feira, dia 23.
Ele também destacou as oportunidades existentes para que o Brasil explore sua biodiversidade — que representa 25% da diversidade biológica mundial — ao formar parcerias com empresas coreanas nos setores farmacêutico e cosmético.
Potencial com a Índia
Na Índia, foi realizado um encontro empresarial organizado pela Apex, com a participação de cerca de 900 empresários. Este país é encarado como um grande potencial para o aumento do fluxo de comércio exterior, segundo as análises do especialista.
O encontro entre Lula e o primeiro-ministro Modi resultou na definição de metas para aumentar o fluxo comercial, que atualmente gira em torno de US$ 15 bilhões.
O presidente da Apex reiterou que as viagens internacionais promovidas pela presidência têm como objetivo principal “o retorno do Brasil à posição de protagonista no cenário global, em todos os continentes”.
Conforme Viana, a presença do presidente da República é crucial para a realização de grandes negócios, como a venda de aeronaves da Embraer, dado que o Brasil enfrenta concorrência de empresas dos Estados Unidos e da França, que também possuem o apoio de seus respectivos líderes governamentais.
Viana ainda ressaltou que o agronegócio brasileiro se transformou em “um símbolo de segurança alimentar” em várias regiões do mundo, incluindo o mundo árabe, a África e a Ásia. Ele prevê um “crescimento exponencial no fluxo de comércio exterior do Brasil” como resultado desse ciclo de visitas presidenciais.
A próxima agenda internacional programada envolve uma visita de Lula aos Estados Unidos, marcada para março.
De acordo com Viana, um diálogo bem-sucedido com o líder da maior economia do planeta poderá proporcionar “um ambiente de paz e normalidade”, permitindo ao Brasil obter vantagens comparativas em relação a outras nações.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br