Hospitalização de Daniel Vorcaro
O banqueiro Daniel Vorcaro, associado ao Banco Master, foi internado em um hospital em Brasília (DF) para a realização de exames nesta quinta-feira, 23 de março. Ele chegou ao DF Star por volta das 12h50 e permaneceu no local até às 14h15. Após os procedimentos médicos, Vorcaro retornou à Superintendência da Polícia Federal, onde atualmente se encontra em prisão preventiva, sob suspeita de fraudes na administração da instituição financeira.
Autorização e Emergência Médica
A saída para a realização dos exames foi autorizada na quarta-feira, 22 de março, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A autorização ocorreu após Vorcaro ter relatado que se sentia mal. O banqueiro já havia recebido atendimento médico enquanto estava encarcerado e comentou que apresentava um sintoma preocupante: a urina com presença de sangue. Mendonça estipulou que a escolta durante o deslocamento de Vorcaro ao hospital fosse realizada por agentes da Polícia Federal.
Possibilidade de Prisão Domiciliar
Segundo informações veiculadas pela CNN Brasil, os exames realizados no hospital poderiam, caso indicassem alguma condição de saúde grave, motivar a defesa de Vorcaro a solicitar ao STF um pedido para que a prisão fosse convertida em domiciliar.
Histórico de Prisão
Daniel Vorcaro foi preso no dia 4 de março, em cumprimento a uma determinação de Mendonça. A prisão foi fundamentada nas evidências apresentadas pela Polícia Federal ao STF, que indicavam que o banqueiro mantinha um grupo armado. Esse grupo teria sido utilizado para intimidar opositores e para invadir sistemas de informática de órgãos responsáveis pela investigação.
Transferência e Argumentação da Defesa
O banqueiro estava inicialmente encarcerado em uma penitenciária federal em Brasília, mas foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal no dia 19 de março. A mudança ocorreu devido a argumentos da defesa, que afirmaram que o ambiente da penitenciária dificultava a comunicação de Vorcaro com seus advogados e as possíveis negociações relacionadas a um acordo de delação premiada com os investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da própria Polícia Federal.
Fonte: www.moneytimes.com.br