Wall Street avança e termina em alta expressiva com expectativa de término do 'shutdown'

Wall Street avança e termina em alta expressiva com expectativa de término do ‘shutdown’

by Ricardo Almeida
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Recuperação em Wall Street

Wall Street dissipou a cautela em relação ao setor de tecnologia, impulsionada pelo avanço nas negociações no Congresso norte-americano, que sinalizam a possibilidade de um término da paralisação governamental (shutdown).

Durante a sessão, o índice Dow Jones registrou um aumento de mais de 400 pontos, enquanto o Nasdaq teve uma alta superior a 2%.

Fechamento dos índices de Wall Street

O fechamento dos índices na sessão foi o seguinte:

  • Dow Jones: +0,81%, aos 47.368,54 pontos;
  • S&P 500: +1,54%, aos 6.832,46 pontos;
  • Nasdaq: +2,27%, aos 23.527,17 pontos.

O que movimentou Wall Street hoje?

Após uma semana marcada pela cautela no setor de tecnologia, os índices de Wall Street voltaram a apresentar um desempenho positivo, em resposta à expectativa sobre o possível fim da paralisação da máquina pública dos Estados Unidos. O shutdown atual já se configura como o mais prolongado da história, totalizando 40 dias.

Na noite de domingo, 9 de outubro, o Senado norte-americano avançou com um projeto de lei que garante o financiamento do governo federal até 30 de janeiro. Além de assegurar o financiamento, o texto inclui um pacote com três propostas orçamentárias de longo prazo voltadas para o exercício fiscal completo.

Desafios na aprovação do projeto

Além da aprovação do Senado, a proposta precisa ser apreciada pela Câmara dos Representantes antes de seguir para a sanção do presidente Donald Trump, um processo que pode levar alguns dias. É importante destacar que o texto não abrange a votação imediata da extensão dos subsídios de saúde, uma demanda dos democratas que pode complicar as negociações na Câmara.

Outro fator que influenciou os investidores foi a expectativa em torno de um novo corte de juros em dezembro.

Declarações de Mary Daly, do Federal Reserve

A presidente da unidade do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Mary Daly, comentou que a desaceleração do crescimento do emprego nos Estados Unidos parece estar mais relacionada a uma demanda mais fraca por trabalhadores, e não a uma redução no tamanho da força de trabalho gerada por uma política de imigração mais restritiva.

De acordo com Daly, “a demanda por trabalhadores diminuiu e, ao mesmo tempo, houve um declínio quase coincidente na oferta de mão de obra”, o que ajudou a manter a taxa de desemprego estável.

Ela acrescentou que o crescimento dos salários, tanto nominais quanto reais, também desacelerou à medida que o mercado de trabalho esfriou, mesmo em muitos setores onde trabalhadores estrangeiros representam uma parte significativa do emprego. Daly destacou que se a desaceleração do crescimento do emprego fosse, na maior parte, um fenômeno estrutural relacionado à oferta de mão de obra, o cenário seria diferente.

Além disso, a presidente do Fed mencionou que a incidência de tarifas sobre os preços “não gerou uma dinâmica de inflação mais ampla e persistente”. Ela observou que, até o momento, os efeitos das tarifas têm se manifestado, principalmente, em produtos específicos, com pouca repercussão mais ampla.

Avaliação da política monetária

Daly também comentou sobre as recentes decisões do Fed em relação à taxa de juros. Ela afirmou que o banco central reduziu “apropriadamente” os custos de empréstimos em 0,25 ponto percentual nas duas últimas reuniões, mas enfatizou que agora é preciso avaliar se os Estados Unidos ainda enfrentam o risco de um surto inflacionário, tornando necessário manter a política monetária um pouco mais apertada. Por outro lado, ela mencionou a possibilidade de o país estar prestes a vivenciar um aumento significativo de produtividade impulsionado pela inteligência artificial, o que poderia fomentar o crescimento sem uma elevação nos preços.

“Para acertar a política monetária, será necessário ter a mente aberta e buscar evidências em ambos os lados do debate”, afirmou.

Expectativas do mercado em relação à taxa de juros

Conforme as informações da ferramenta FedWatch, do CME Group, os agentes financeiros avaliam uma probabilidade de 63,9% para que o Fed reduza os juros em 0,25 ponto percentual, colocando a taxa na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Na última sexta-feira, 7 de outubro, a probabilidade era de 66,9% para a mesma redução. Simultaneamente, a chance de manutenção das taxas de juros aumentou, passando de 33,1% para 36,1% no mesmo período.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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