Movimentações de Wall Street
Os índices de Wall Street iniciaram o pregão desta sexta-feira (24) com um desempenho misto, apresentando volatilidade no setor de tecnologia, mesmo diante de dados positivos da Intel, além de um novo pacote tarifário dos Estados Unidos a ser aplicado sobre seus principais parceiros comerciais.
Ainda há atenção do mercado aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, em particular aos recentes ataques executados pelos EUA contra o Irã.
Desempenho logo após a abertura
Confira o desempenho dos índices logo após a abertura do mercado:
- Dow Jones: +0,09%, aos 51.758,80 pontos;
- S&P 500: +0,13%, aos 7.417,58 pontos;
- Nasdaq: -0,05%, aos 25.124,401 pontos.
Tecnologia e novo pacote tarifário
Embora a Intel tenha registrado uma alta de 6% em sua ação no pré-mercado, a empresa viu sua cotação recuar mais de 2% durante o pregão regular. A Intel prevê uma receita acima das expectativas de Wall Street para o terceiro trimestre e também elevou sua estimativa de gastos de capital, passando de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões neste ano.
A melhoria nas perspectivas da Intel é um reflexo da demanda crescente por suas unidades de processamento central, especialmente para data centers que estão se preparando para a adoção de inteligência artificial. O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, está empenhado em posicionar a companhia como um facilitador da demanda por chips, garantindo que a empresa se beneficie, mesmo diante da predominância da Nvidia no setor de chips aceleradores.
Apesar dos dados otimistas, o mercado permanece cauteloso em relação aos investimentos em inteligência artificial.
Na noite de quinta-feira (23), foi implementado o novo pacote de tarifas do presidente Donald Trump. As tarifas, estabelecidas com base na Seção 301, foram desenhadas para resistirem à análise legal e impõem taxas que variam entre 10% e 12,5% sobre os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.
A Casa Branca decidiu isentar alguns produtos energéticos dessas tarifas, uma vez que os mercados estão enfrentando preços mais altos do petróleo. Esses altos preços podem comprometer o progresso na luta contra a inflação e impactar a economia de maneira mais ampla.
Novos ataques ao Irã
Nesta sexta-feira, mísseis dos Estados Unidos foram disparados e atingiram alvos em diversas regiões do Irã. Esta ação foi uma reação do presidente norte-americano, Donald Trump, que prometeu uma “punição militar severa” a Teerã e seus aliados houthis, no Iémen, em resposta à extensão do conflito ao Mar Vermelho.
As Forças Armadas do Irã, por sua vez, responderam aos ataques atacando bases norte-americanas em países árabes vizinhos. Além disso, alertaram a população local sobre a possibilidade de ataques a edifícios não militares, onde há presença de pessoal norte-americano. O exército iraniano declarou que as ameaças feitas por Trump apenas reforçaram sua determinação em responder.
Os houthis anunciaram, no começo desta semana, um bloqueio naval à Arábia Saudita na área do Mar Vermelho. No dia anterior, 23 de junho, aliados do Irã realizaram ataques a dois petroleiros sauditas na região do Estreito de Bab el-Mandeb.
A despeito desses eventos, os preços do petróleo estavam operando em queda. Por volta das 10h46 no horário de Brasília, os contratos mais líquidos do Brent, que é referência no mercado internacional, mostravam uma recuo de 2,84%, sendo cotados a US$ 97,83 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
No mesmo horário, os contratos referentes ao petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mês de julho apresentavam uma queda de 2,17%, com o preço na faixa de US$ 90,19 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.
Fonte: www.moneytimes.com.br