Wall Street recua devido a dados de inflação e indicação de Warsh para o Fed.

Desempenho dos Índices de Wall Street

Os índices de Wall Street iniciaram a sessão com leve queda, refletindo a reação dos investidores em relação aos balanços corporativos recentes, além de dados sobre a inflação. A indicação feita pelo presidente Donald Trump para a presidência do Federal Reserve (Fed) também contribuiu para a movimentação dos mercados.

Confira o desempenho dos índices após a abertura:

  • Dow Jones: -0,29%, aos 48.931,50 pontos;
  • S&P 500: -0,47%, aos 6.936,47 pontos;
  • Nasdaq: -0,61%, aos 23.541,57 pontos.

O novo presidente do Fed

Na manhã desta sexta-feira, 30 de dezembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou sua indicação de Kevin Warsh como o novo presidente do Federal Reserve (Fed). Warsh irá substituir Jerome Powell, que está encerrando seu mandato em maio.

Trump, em uma publicação em sua rede social Truth Social, afirmou: “Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed, talvez o melhor”.

A nomeação de Warsh ainda precisa ser aprovada pelo Congresso norte-americano. Esta decisão surpreendeu o mercado, uma vez que até o dia anterior, 29 de dezembro, o nome mais cogitado para a liderança do Banco Central era Rick Rieder, chefe de investimentos da BlackRock, que tinha 38% de chance de ser escolhido. Além de Warsh e Rieder, Christopher Waller, que também é diretor do Fed, e Kevin Hassett, que dirige o Conselho Econômico Nacional dos EUA, eram considerados como possíveis candidatos.

De acordo com a avaliação da Nomad, a escolha de Kevin Warsh foi vista como uma opção de credibilidade institucional pelo mercado. Warsh atuou como governador do Fed entre 2006 e 2011 e, embora defenda cortes na taxa de juros, é conhecido por sua postura geralmente hawkish, o que reduz a percepção de risco de captura política do Banco Central. Isso é diferente do que poderia ocorrer com Rieder ou Hassett, segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, também comentou sobre a indicação, destacando que, dentre os nomes considerados para a presidência do Fed, Warsh foi visto como a melhor escolha e a mais bem recebida pelo mercado. Para ele, a trajetória de Rieder é predominantemente ligada ao mundo corporativo, o que poderia gerar desconfiança entre os investidores. Por outro lado, Hassett, por seus laços com o ex-presidente Trump, poderia ser considerado menos alinhado à independência do Banco Central.

Matheus Spiess, da Empiricus Research, trouxe outra perspectiva ao afirmar que Warsh parece atribuir um papel potencialmente desinflacionário à inteligência artificial, o que poderia, em teoria, abrir espaço para uma condução mais flexível da política monetária. Entretanto, ele destacou que qualquer mudança efetiva dependerá da capacidade de Warsh em construir consenso dentro do comitê do Fed e em convencer um mercado de títulos que é especialmente sensível a sinais de interferência política. Mesmo que Warsh possa ser percebido como mais dovish em comparação com a gestão atual de Jerome Powell, seu histórico hawkish não seria considerado um problema, desde que atuasse dentro das normas técnicas e institucionais do Fed.

Após a indicação, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, também conhecidos como Treasuries, se mantiveram estáveis. O índice DXY, que compara o valor do dólar com uma cesta de seis moedas fortes, apresentou alta, recuperando perdas recentes, situando-se em 96 pontos. No que tange à política monetária, o mercado ainda aposta em uma redução de 50 pontos-base ao longo do ano, conforme indicam as análises da ferramenta FedWatch, do CME Group.

Novos Dados Econômicos em Wall Street

Além da indicação de Warsh para o Fed, os investidores estão reagindo a novos dados econômicos que impactam Wall Street, bem como aos resultados financeiros recentes apresentados por diversas empresas. Os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado no mês de dezembro.

O índice PPI para a demanda final registrou uma alta de 0,5% em dezembro, após um aumento não revisado de 0,2% em novembro. A informação foi divulgada pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho norte-americano. Economistas consultados pela Reuters previam uma alta de apenas 0,2%.

Nos últimos 12 meses até dezembro, o índice PPI avançou 3,0%, repetindo a taxa observada em novembro, indicando uma continuidade na pressão inflacionária sobre os preços ao produtor.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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