Introdução às mudanças na Meta
Após mais de uma década de operação, a Meta, empresa de Mark Zuckerberg, sinaliza que o modelo de uso gratuito dos aplicativos WhatsApp, Instagram e Facebook está prestes a passar por modificações. Durante esse período, os usuários puderam utilizar esses serviços sem custos, em troca de atenção, dados pessoais e visualização de anúncios. Agora, informações confirmadas pela Meta ao site TechCrunch indicam que a companhia planeja implementar planos pagos para acesso a funcionalidades exclusivas dentro de suas plataformas.
A continuidade dos serviços gratuitos
Segundo a Meta, as funções básicas dos aplicativos permanecerão sem cobrança, garantindo que os usuários continuem a utilizá-los sem custos. No entanto, os indivíduos que desejam obter mais controle, acessar ferramentas adicionais ou usufruir de recursos de inteligência artificial poderão ter que pagar por essas opções. A empresa planeja realizar testes de assinaturas de forma gradual nos próximos meses, com diferentes pacotes para cada um dos aplicativos. O objetivo é introduzir uma camada “premium” que não comprometa a base gratuita, essencial para o alcance global dos serviços.
O que a Meta considera funções avançadas?
Embora a Meta ainda não tenha detalhado quais recursos específicos farão parte dos planos pagos, informações vazadas e análises de versões em desenvolvimento indicam algumas possibilidades. No Instagram, os testes internos sugerem que os usuários poderão ter acesso a funções como:
- listas ilimitadas de público;
- identificação de seguidores que não seguem de volta;
- visualização de stories sem notificar o autor.
No WhatsApp, a expectativa é de que sejam introduzidas ferramentas mais avançadas voltadas à organização, automação e uso de IA, especialmente destinadas a usuários frequentes e pequenos negócios. Por sua vez, o Facebook deve focar em aumentar a produtividade, melhorar a gestão de conteúdo e integrar recursos inteligentes.
Esclarecimentos sobre a verificação de contas
É importante ressaltar que a Meta busca diferenciar essas novas iniciativas de outros serviços já existentes. Os novos planos pagos não substituirão o Meta Verified, introduzido em 2023, que é destinado principalmente a criadores de conteúdo e empresas, oferecendo selo de verificação, suporte prioritário e proteção contra perfis falsos. As novas assinaturas têm como alvo usuários comuns, que não produzam conteúdo profissional, mas ainda assim desejam mais recursos do que aqueles disponíveis na versão gratuita.
A inteligência artificial como foco central
Por trás desta nova estrutura de cobrança está uma das principais apostas da Meta: a inteligência artificial. A empresa enfatiza que essas assinaturas fazem parte de uma estratégia mais abrangente de investimentos em IA, com a integração de agentes inteligentes aos aplicativos. Entre os recursos pagos, a Meta está considerando incluir agentes de IA da Manus, uma startup adquirida no final de 2025 por aproximadamente US$ 2 bilhões.
A companhia também avalia a implementação de modelos “freemium” para ferramentas criativas que utilizem IA, como a geração e remixagem de vídeos, mantendo o acesso básico gratuito, mas cobrando por funcionalidades mais elaboradas.
Iniciativas similares no mercado global
A Meta não é a única empresa a adotar essa estratégia. Desde 2023, a companhia já oferece, em países da União Europeia, a opção de pagar para utilizar Instagram e Facebook sem anúncios, em resposta às regulamentações de privacidade do bloco europeu. Além disso, outras plataformas estão seguindo um caminho semelhante:
- o X cobra pela disponibilização de recursos avançados;
- o Telegram oferece diversos planos pagos;
- o LinkedIn gera uma parte significativa de sua receita através de assinaturas premium.
Fonte: www.moneytimes.com.br

