Atualização da XP Investimentos sobre a C&A
A XP Investimentos revisou suas estimativas para a C&A (CEAB3), considerando os resultados do segundo trimestre deste ano, as atuais premissas macroeconômicas e um terceiro trimestre que, segundo a corretora, será mais desafiador do que o anterior. Apesar das dificuldades previstas, a corretora mantém uma visão otimista em relação às ações da empresa.
Análise das Expectativas
O ajuste realizado pela equipe de analistas sob a liderança de Danniela Eiger foi considerado marginal. Embora se espere uma fraqueza no desempenho da empresa no terceiro trimestre, essa expectativa é justificada, principalmente, por questões climáticas. A XP ainda antecipa um desempenho positivo para a C&A no quarto trimestre, acreditando que as tendências se mantenham favoráveis.
Na análise comparativa anual, é importante considerar que a possível fraqueza nos números do terceiro trimestre decorre do fato de que o desempenho do inverno deste ano precisa ser avaliado em conjunto com o segundo e o terceiro trimestres. Em 2024, a estação foi significativamente mais quente e tardia, o que levou as pessoas a concentrarem suas compras entre julho e setembro, desafiando a base de comparação.
Projeções Financeiras
Consequentemente, a XP reduziu sua projeção de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em uma faixa de 2,5% a 5% para 2025-2026. Além da expectativa de diminuição no faturamento, o resultado operacional da varejista deverá ser afetado por um aumento nas despesas administrativas e de vendas.
No entanto, a expectativa para o lucro líquido foi elevada em 7% para 2025, com a XP prevendo uma redução de 2% nas despesas financeiras.
Preço-Alvo e Recomendação
Os analistas da XP estenderam o preço-alvo de R$ 23 por ação até o final de 2026. A recomendação para aquisição das ações permanece em "compra", uma vez que a corretora ainda acredita que a C&A possui oportunidades para melhorar a produtividade de suas lojas por meio de reformas e iniciativas voltadas a produtos, logística e estratégias de precificação.
Oportunidades de Crescimento
A produtividade das lojas da C&A, medida em vendas por metro quadrado, sofreu uma deterioração significativa durante a pandemia. A companhia conseguiu recuperar os níveis de produtividade que tinha em 2019 apenas em meados de 2022.
“Desde então, a produtividade das lojas da C&A cresceu 30%, embora ainda esteja inferior ao desempenho das Lojas Renner. Dessa forma, ainda identificamos um espaço substancial para a empresa melhorar a produtividade de suas lojas e, por conseguinte, expandir a margem Ebitda por meio da alavancagem operacional”, afirmam os analistas.
Desempenho Financeiro da C&A
No segundo trimestre deste ano (2T25), a C&A reportou um lucro líquido de R$ 200,3 milhões, representando um crescimento de 138,9% em comparação ao mesmo período de 2024.
Esse desempenho positivo foi impulsionado, além do aumento nas vendas e do controle de despesas, pela alienação da carteira legado de uma parceria que a empresa possuía com o Bradescard.
O Ebitda ajustado (pré IFRS-16) alcançou R$ 315,9 milhões no período, o que representa um resultado 29,8% superior ao registrado no segundo trimestre de 2024.
Contribuição para os Resultados
A expansão da margem bruta de mercadorias durante o trimestre, assim como a melhoria nos níveis de perdas líquidas de recuperação, também contribuíram de forma significativa para o resultado alcançado. Diante disso, a margem Ebitda foi de 15,3%, mostrando uma expansão de 2,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Com informações do Estadão Conteúdo


