Yduqs (YDUQ3) tem queda de até 8% após resultados do 3T25; veja a análise de cinco especialistas sobre o que fazer com as ações agora.

Desempenho de Yduqs no Ibovespa

Yduqs (YDUQ3) apresentou uma forte queda no Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira, dia 14, com os papéis recuando até 8%. Essa desvalorização é uma resposta aos resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25) e à realização dos ganhos recentes.

Por volta das 13h10 (horário de Brasília), as ações da YDUQ3 registravam uma baixa de 5,69%, sendo cotadas a R$ 12,77. Durante a mínima intradia, as ações chegaram a baixar 8,42%, alcançando R$ 12,40.

Resultados financeiros do 3T25

Na quarta-feira, dia 13, a empresa educacional divulgou que o lucro líquido no 3T25 foi de R$ 98 milhões, o que representa uma queda de 35,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, somou R$ 508 milhões, apresentando um avanço de 5,8% em relação ao ano anterior. Projeções feitas pela LSEG previam um lucro líquido de R$ 142,6 milhões e um Ebitda ajustado de R$ 503 milhões.

Expectativas versus resultados reais

A avaliação dos analistas sobre os números da Yduqs foi que eles estavam “razoavelmente” dentro do esperado. O Safra observou que o Ebitda ajustado superou em 3% as estimativas do banco e foi 1% superior ao que o consenso do mercado previa. Esta linha foi sustentada principalmente por uma captação expressiva no segmento presencial.

O segmento semipresencial também contribuiu para a melhoria dos resultados operacionais, especialmente com uma “última chance” para o curso de enfermagem. Isso se deve à introdução de um novo marco regulatório pelo governo em maio deste ano, que determina que o curso, assim como outras graduações na área da saúde, deverá ocorrer apenas presencialmente.

A expansão da margem Ebitda surpreendeu positivamente os analistas do Santander, que citaram a menor provisão para devedores duvidosos (PDD) e contingências como um possível motor para a margem no futuro, conforme mencionado pelos analistas Caio Moscardini e Eyzo Lima.

Fluxo de caixa e geração de valor

O BTG Pactual descreveu a geração de fluxo de caixa como “sólida”, compensando um resultado operacional “mais fraco”. A geração de fluxo de caixa depois de capex (investimentos) foi de R$ 350 milhões no trimestre, ligeiramente acima dos R$ 344 milhões registrados no mesmo período em 2024. Esse desempenho foi impulsionado por melhorias no capital de giro e por um capex praticamente inalterado, segundo os analistas.

A equipe do BTG Pactual também destacou o fluxo de caixa para o acionista (FCFE), que após o pagamento de juros de R$ 54 milhões, ficou em R$ 296 milhões, em comparação com R$ 298 milhões no 3T24. “É importante ressaltar que o fluxo de caixa para o acionista já totaliza R$ 610 milhões nos últimos 12 meses, tornando a meta da companhia de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões para 2025 cada vez mais factível”, afirmaram os analistas Samuel Alves, Maria Resende e Marcel Zambello em um relatório.

Analistas da Ágora Investimentos/Bradesco BBI mencionaram que o balanço da empresa apresentou indícios positivos na expansão do segmento premium, representado pelas marcas Ibmec e IDOMED, além de uma melhoria na qualidade de crédito, mesmo diante do crescimento modesto da receita.

Recomendações de compra

Os analistas mantiveram a recomendação de compra para as ações YDUQ3, mesmo depois de constatarem que o desempenho do lucro líquido da companhia apresentou uma fragilidade ao longo do ano. O BTG Pactual manifesta uma visão positiva em relação à consistência na geração de fluxo de caixa mostrada até o momento. “O yield de fluxo de caixa dos últimos doze meses se mantém em 17% e acreditamos que a empresa deverá manter níveis semelhantes em 2026”, afirmaram os analistas.

Além disso, consideram o valuation da empresa educacional atrativo, apesar da cautela em relação ao setor de educação, em virtude das incertezas do cenário macroeconômico e do novo marco regulatório. A Ágora Investimentos/Bradesco BBI e o Santander também compartilham dessa perspectiva.

O Bank of America (BofA) acredita que as mudanças estruturais poderão sustentar uma sólida geração de caixa no futuro. “O reconhecimento de receita mais conservador da Yduqs, aliada a uma menor exposição a programas de desconto, deverá continuar a melhorar a receita líquida de despesas (PDA) e os recebíveis em 2026”, destacaram os analistas Flavio Yoshida, Gustavo Tiseo e Mirela Oliveira.

Segundo os analistas do Safra, a Yduqs encontra-se no caminho certo para cumprir o guidance de Lucro por Ação (LPA) e de geração de fluxo de caixa livre.

Recomendações coletadas

Banco/Corretora Recomendação Preço-alvo Potencial de valorização*
Ágora Investimentos/Bradesco BBI Compra R$ 17,00 25,55%
Bank of America Compra R$ 22,00 62,48%
BTG Pactual Compra R$ 23,00 69,87%
Safra Compra R$ 22,50 66,17%
Santander Compra R$ 21,00 55,10%

*Potencial de valorização calculado sobre o preço de fechamento da última quinta-feira (13). Naquela data, as ações YDUQ3 encerraram o dia cotadas a R$ 13,54.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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