Introdução
O diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan, declarou nesta terça-feira (2) que o ano de 2026 será um importante período de aprendizado para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Essa afirmação está relacionada ao novo modelo de financiamento imobiliário que foi anunciado em outubro pelo governo e pelo Banco Central.
Mudanças no Financiamento Habitacional
Gilneu Vivan destacou que as alterações representam uma transformação nas regras que têm estado em vigor por décadas. “É uma mudança de regras que estão aí há décadas. Então 2026 será um ano de aprendizado. A gente espera que o setor entenda como funciona”, afirmou durante um evento promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Novo Modelo
Esse novo modelo de financiamento para a habitação implica uma alteração estrutural na forma como os bancos utilizam os recursos da poupança. Atualmente, 20% dos depósitos das cadernetas de poupança são mantidos no Banco Central como reserva obrigatória e, portanto, não podem ser utilizados para a concessão de crédito imobiliário.
Segundo as regras que foram recentemente aprovadas, essa restrição será retirada de forma gradual. Inicialmente, 5% dos recursos serão liberados imediatamente, a partir de 2025.
Processo de Liberação
A partir de 2027, haverá uma liberação anual de mais 1,5 ponto percentual, até que os 20% que atualmente estão retidos como reservas obrigatórias sejam totalmente disponibilizados ao setor ao longo de uma década. Essa nova política permitirá que os bancos utilizem livremente uma parte dos recursos captados, contanto que concedam crédito imobiliário em volume equivalente.
Objetivos da Mudança
A proposta visa aumentar a eficiência do uso da poupança como fonte de financiamento para o Sistema Financeiro da Habitação. As exigências atuais foram implementadas em resposta aos sinais de esgotamento do modelo tradicional de financiamento habitacional, que dependia em grande medida da poupança.
Desafios do Modelo Tradicional
O modelo tradicional enfrentou desafios significativos, especialmente com o aumento da taxa Selic. Como resultado, a remuneração da poupança tornou-se menos atrativa, levando a um crescimento mais lento dos depósitos e, por conseguinte, reduzindo a quantidade de recursos disponíveis para o crédito imobiliário.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br