Situação das Contas Públicas no Brasil
Avaliação do Ministro da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou, em entrevista concedida nesta segunda-feira (27), que os gastos do governo "já não justificam o endividamento público desde 2024". Essa declaração ocorreu no contexto da análise do panorama atual das finanças públicas do Brasil. Durigan atribui os altos níveis de dívida pública predominantemente aos juros elevados, que têm impactado o crescimento desse indicador.
Endividamento Público
Durante sua fala, Durigan destacou que o endividamento público "não está bom" e continua em níveis elevados. Entretanto, ele também apontou que há expectativas de queda desse índice a partir de 2030. O ministro enfatizou a importância de demonstrar que o Brasil possui um caminho viável para garantir uma trajetória econômica sustentável. Tal posicionamento, segundo ele, oferece segurança para o ambiente econômico do país. A declaração foi feita em uma entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco.
Críticas ao Governo Anterior
O ministro voltou a criticar as medidas adotadas pelo governo de Jair Bolsonaro, especificamente em 2022, que tiveram um impacto fiscal considerável para o governo subsequente. Entre essas medidas, Durigan citou o atraso no pagamento de precatórios como um exemplo claro de ações que comprometeram as contas públicas.
Ações do Governo Atual
Durigan abordou também a questão do bloqueio orçamentário implementado neste ano, ressaltando que esta é uma prática comum que já foi utilizada por administrações anteriores. Ele explicou que, ao fazer alterações de crédito, o governo procura conceder recursos a pessoas, mas com o risco associado aos bancos, uma vez que esse crédito precisa ser pago de volta, mesmo que a uma taxa de juros inferior.
Arcabouço Fiscal e Expectativas Futuras
Refutando a ideia de que o governo está "seguindo com gastos ilimitados", Durigan discutiu sobre o novo arcabouço fiscal e apresentou uma perspectiva otimista para o futuro. Ele menciona que, em 2026, existe a possibilidade de um déficit fiscal "muito pequeno" ou até mesmo um superávit, dependendo do desempenho da receita proveniente do petróleo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
