Cease de Queda na Bolsa de Valores dos EUA
A bolsa de valores norte-americana encerrou a quinta-feira, 6 de agosto, com uma tendência de queda, sendo os principais índices afetados pela cautela dos investidores à espera da divulgação do relatório mensal de empregos dos Estados Unidos. O Dow Jones (DOWI:DJI) apresentou uma diminuição de 464,02 pontos, ou 0,9%, fechando em 53.885,10 pontos, após ter registrado um novo recorde de fechamento na sessão anterior. O S&P 500 (SPI:SP500) também caiu, em 13,59 pontos, ou 0,2%, finalizando o dia em 7.709,96 pontos. Por sua vez, o Nasdaq Composite (NASDAQI:COMPX) apresentou uma queda menos acentuada, de 15,09 pontos, ou 0,1%, encerrando a sessão com 26.348,35 pontos. Durante a maior parte do pregão, o Nasdaq e o S&P 500 mantiveram-se próximos da estabilidade, enquanto o Dow Jones enfrentou uma pressão maior devido à desvalorização de ações proeminentes que o compõem. No mercado futuro, os índices Dow Jones Futuro (CCOM:US30), Nasdaq Futuro (CCOM:US100) e S&P 500 Futuro (CCOM:US500) indicavam um ambiente de incertezas, refletindo a expectativa por novos sinais sobre a trajetória de juros nos Estados Unidos.
Influências no Movimento Negativo do Mercado
A movimentação negativa observada em Wall Street foi predominantemente impactada pela postura mais defensiva dos investidores antes do aguardado relatório de empregos divulgado pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Este relatório é um dos principais indicadores usados para avaliar os futuros encaminhamentos do Federal Reserve (Fed) quanto à política de juros. O mercado esperava a divulgação de uma estimativa de criação de 88 mil novas vagas de trabalho em julho, após um incremento de 57 mil empregos em junho. Antes do anúncio, o Departamento do Trabalho comunicou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego haviam subido para 199 mil na semana encerrada em 1º de agosto, refletindo um aumento de 1 mil solicitações em comparação ao número revisado da semana anterior, mas apresentando resultados abaixo das expectativas dos economistas, que previam 202 mil pedidos.
A recuperação do preço do petróleo bruto também teve influência sobre os negócios, favorecendo empresas ligadas ao setor de serviços petrolíferos. Contudo, essa situação gerou pressão sobre as companhias aéreas em decorrência do aumento dos custos com combustível. No contexto internacional, os mercados asiáticos mostraram desempenhos variados, com o Nikkei 225 (NIKKEI:NI225) do Japão caindo 0,9% e o Shanghai Composite (SSE:000001) da China subindo 0,6%. Na Europa, o FTSE 100 (LSE:UKX) teve uma queda de 0,2%, enquanto o DAX (DBI:DAX) apresentou uma leve alta de 0,1%, e o CAC 40 (EU:PX1) subiu 0,4%.
Destaques Corporativos do Pregão
Entre os destaques do mercado corporativo no pregão, as ações da Salesforce (NYSE:CRM), uma empresa especializada em software em nuvem e soluções de relacionamento com clientes, apresentaram uma forte baixa de 3,2%, após a CNBC reportar a nomeação de Miguel Milano, ex-executivo da Oracle (NYSE:ORCL), como novo diretor de operações. Essa movimentação impactou negativamente o desempenho do Dow Jones, que também enfrentou as quedas das ações da Boeing (NYSE:BA), produtora de aeronaves comerciais e sistemas aeroespaciais, que recuou 3,3%, e da Honeywell (NASDAQ:HON), uma companhia industrial atuante nas áreas de tecnologias aeroespaciais, automação e soluções para empresas, que também viu suas ações caírem em 3%. Por outro lado, setores de telecomunicações e serviços petrolíferos demonstraram recuperação. O índice NYSE Arca North American Telecom teve um avanço de 3,1%, enquanto o índice Philadelphia Oil Service elevou-se em 3%, impulsionado pela valorização do petróleo bruto. Em contraste, as companhias aéreas enfrentaram perdas, com o índice NYSE Arca Airline diminuindo em 3%, em função das preocupações com os altos custos com combustível.
Desempenho do Mercado de Títulos Públicos
No que diz respeito ao mercado de títulos públicos dos Estados Unidos, observou-se um recuo acentuado nesta quinta-feira, 6 de agosto, em grande parte impulsionado pela recuperação dos preços do petróleo bruto e pela cautela dos investidores antes da divulgação de novos dados do mercado de trabalho. Os Treasuries de maior prazo foram os mais impactados, com o rendimento do título de dez anos subindo 5,3 pontos-base, alcançando a marca de 4,670%, um movimento que denota queda nos preços dos papéis. A elevação nos juros de longo prazo foi influenciada por uma combinação de fatores, incluindo preocupações com a inflação relacionada ao petróleo e a expectativa de novas indicações sobre a política monetária do Federal Reserve. Enquanto os títulos de longo prazo enfrentaram maior pressão, os papéis de curto e médio prazo permaneceram atentos às expectativas em relação aos próximos movimentos do Fed e à possibilidade de ajustes nas taxas de juros conforme novos indicadores econômicos forem divulgados. As declarações futuras de membros do banco central norte-americano e novos posicionamentos políticos em Washington, incluindo comentários do governo de Donald Trump sobre economia e comércio, continuam a ser monitorados por investidores do setor de renda fixa.
Fonte: br.-.com

