O Citi decidiu manter a recomendação neutra para as ações do Banco do Brasil (BBAS3), mas agora colocou os papéis sob vigilância para identificar possíveis catalisadores negativos. A avaliação indica que a relação entre risco e retorno se tornou menos atrativa.
O analista Gustavo Schroden, em um relatório enviado aos clientes nesta segunda-feira, destacou que a tese de investimento depende cada vez mais de premissas que são difíceis de harmonizar com as recentes tendências operacionais. Ele mencionou a contínua deterioração da qualidade dos ativos, os desafios para cumprir as diretrizes de crescimento e as crescentes preocupações em relação à qualidade do capital.
Em sua análise, Schroden revisou as previsões para o lucro líquido ajustado do Banco do Brasil, passando a estimar R$ 16,6 bilhões para 2026 e R$ 21,1 bilhões para 2027, valores que anteriormente eram de R$ 17,55 bilhões e R$ 26,3 bilhões, respectivamente. O guidance do banco prevê um lucro líquido ajustado entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões para este ano.
O preço-alvo definido pelo Citi para as ações do Banco do Brasil alterou-se para R$ 18, em comparação ao anterior de R$ 21.
Balanço do Banco do Brasil no 2º Trimestre de 2026
No encerramento do segundo trimestre de 2026, o Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, o que representa um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Em comparação com o primeiro trimestre de 2026, a elevação foi de 13,9%.
Esse resultado superou as expectativas do consenso da Bloomberg, que aguardava um lucro de R$ 3,5 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco subiu 1,07 ponto percentual, encerrando o trimestre em 8,4%. As expectativas do consenso da Bloomberg eram de 7,3%.
Apesar desse crescimento, o Banco do Brasil permaneceu mais um trimestre abaixo da marca de 20% de rentabilidade, um índice cuidadosamente observado pelo mercado. O resultado também foi inferior ao do Itaú (ITUB4), que reportou um ROE de 24%, e do Bradesco (BBDC4), com 16,1% ao final do mesmo período.
Além disso, a instituição bancária aprovou R$ 584,9 milhões em juros sobre o capital próprio.
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* Com informações da Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br
