Presença de Luís Roberto Barroso no IV Encontro do IDV
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, participou do IV Encontro de Líderes do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), realizado em Itatiba, no interior de São Paulo. Essa foi sua primeira aparição oficial em público após deixar o cargo no Supremo. Durante o evento, que ocorreu entre os dias 17 e 19 de outubro, Barroso ministrou a palestra de encerramento, voltada a acionistas, presidentes, vice-presidentes e diretores das empresas associadas ao IDV.
Dados Positivos do Brasil
Na ocasião, Barroso ressaltou alguns dados positivos sobre a economia brasileira. Um dos principais pontos mencionados foi o nível mais baixo de desemprego da história do país, registrado em 5,6%. Além disso, o ex-ministro destacou a recente melhoria na classificação do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com o país subindo cinco posições no ranking. Entretanto, Barroso também destacou a elevada taxa de juros vigente. Ele afirmou: “Recentemente, conseguimos sair do mapa da fome, pois é inaceitável que a 10ª maior economia do mundo tenha pessoas passando fome. Quem sai do mapa da fome passa a ser consumidor, e quem consome ajuda o país”.
Inteligência Artificial e Revoluções Tecnológicas
Outro tema abordado por Barroso durante o encontro foi a inteligência artificial. O ex-ministro enfatizou como o cotidiano das pessoas mudou significativamente em relação há 20 anos. Ele mencionou a emergência de um novo vocabulário, o crescimento das redes sociais e a presença da internet das coisas e carros autônomos.
Barroso categoriza essas mudanças como parte da terceira revolução industrial, comparando-a às revoluções anteriores. Segundo ele, a primeira revolução ocorreu no século 18 com a introdução do vapor como fonte de energia. A segunda se deu entre os séculos 19 e 20, com o advento da eletricidade. A terceira revolução, que teve início na metade do século 20, é marcada pela transição da tecnologia analógica para a digital.
O ex-ministro ressaltou que, anteriormente, as empresas mais valiosas do mundo eram aquelas ligadas a setores como petróleo, montagem de veículos e equipamentos pesados, além dos varejistas. Contudo, ele observou que hoje, nenhuma dessas empresas figura entre as mais valorizadas do mercado, uma vez que cederam espaço para as grandes empresas do setor tecnológico.
Fonte: veja.abril.com.br


