Deflação na Indústria Chinesa Sinaliza Melhora em Outubro, com Aumento nos Preços para Consumidores

Deflação na Indústria Chinesa Sinaliza Melhora em Outubro, com Aumento nos Preços para Consumidores

by Ricardo Almeida
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Desempenho Econômico da China em Outubro

Mudanças nos Preços ao Produtor e ao Consumidor

Uma recente análise dos preços na China revelou uma diminuição na deflação ao produtor no mês de outubro. Dados divulgados neste domingo (9) mostram que enquanto a taxa primária de empréstimo de um ano foi mantida em 3,1%, a correspondente de cinco anos ficou em 3,6%. Os preços ao consumidor, por sua vez, voltaram a apresentar valores positivos, o que demonstra um esforço intensificado do governo chinês para conter tanto o excesso de capacidade quanto a competição acirrada entre as empresas.

Apesar da evolução positiva nos relatórios, especialistas alertam que as pressões deflacionárias sobre a segunda maior economia do mundo ainda persistem. Existe a expectativa de que o governo precisará adotar medidas adicionais para impulsionar a demanda. Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, destacou que ainda há fraquezas na demanda, mas a recuperação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) sugere que as políticas ofertistas estão começando a mostrar efeitos. Segundo ele, a tendência futura da inflação dependerá de como as políticas voltadas para a demanda se fortalecerão.

Índice de Preços ao Produtor (PPI)

Os dados do Escritório Nacional de Estatísticas indicam que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) caiu 2,1% em outubro em comparação com o ano anterior. Este número é ligeiramente melhor do que a expectativa de uma redução de 2,2% prevista em pesquisa realizada pela Reuters com economistas. O PPI permanece negativo desde outubro de 2022, apresentando uma queda de 2,3% em setembro.

Indicadores de Preços ao Consumidor

Em relação aos preços ao consumidor, o IPC teve um aumento de 0,2% em relação ao ano anterior, revertendo uma queda que se prolongou por dois meses. Este resultado superou as expectativas de que não haveria mudanças no indicador. Em termos mensais, o IPC cresceu 0,2% em outubro, após um aumento de 0,1% em setembro, também superando previsões que indicavam estabilidade.

O núcleo da inflação, que exclui categorias de preços mais voláteis como alimentos e combustíveis, subiu 1,2% ano a ano em outubro, uma aceleração em relação ao aumento de 1% observado em setembro, atingindo o maior nível em 20 meses. No entanto, os preços dos alimentos apresentaram uma queda de 2,9% em comparação com o ano anterior, após uma redução de 4,4% registrada em setembro.

Perspectivas Futuras e Considerações

Os dados obtidos para o mês de outubro indicam que as iniciativas governamentais para controlar a concorrência excessiva contribuíram para a estabilização dos preços. Entretanto, a demanda interna ainda se mostra morna e tensões geopolíticas permanecem como fatores que nublam as perspectivas do ambiente de negócios.

Zhiwei Zhang, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management, ressaltou que ainda é precoce afirmar que a deflação chegou ao fim. Ele sugere que será necessário aguardar mais alguns meses de informações para determinar se a dinâmica deflacionária realmente mudou de maneira fundamental.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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