Comentários de Neel Kashkari sobre a Política Monetária
Posição sobre o Corte de Taxas
O presidente do Federal Reserve Bank de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que não apoiou o último corte nas taxas de juros realizado pelo banco central dos Estados Unidos. Apesar disso, ele ainda está indeciso acerca da melhor ação a ser tomada na reunião de política monetária marcada para dezembro.
Avaliação da Atividade Econômica
Em uma entrevista concedida à Bloomberg News, Kashkari destacou que as evidências anedóticas e os dados disponíveis sugerem uma resiliência subjacente nas atividades econômicas, maior do que ele inicialmente esperava. Isso, segundo ele, justificaria uma pausa nos cortes nas taxas durante a reunião do Fed em outubro.
Expectativas para a Reunião de Dezembro
Desde a última declaração, dados disponíveis indicaram uma continuidade das tendências econômicas. Para a decisão de taxa que ocorrerá nos dias 9 e 10 de dezembro, Kashkari afirmou que, dependendo da evolução dos dados, ele pode argumentar tanto a favor de um corte quanto pelo mantenimento das taxas.
Ceticismo Entre os Funcionários do Fed
As declarações de Kashkari se alinham com as opiniões de vários outros oficiais do Fed, que expressaram ceticismo em relação à necessidade de um novo corte em dezembro ou se opuseram abertamente à ideia. Contudo, permanece incerto se eles conseguirão convencer um número suficiente de membros votantes do Comitê Federal de Mercado Aberto, uma vez que um grupo de formuladores de políticas se mostra mais preocupado com a fraqueza observada no mercado de trabalho.
Participação nas Deliberações do FOMC
Embora o presidente do Fed de Minneapolis não tenha direito a voto nas decisões de taxa neste ano, ele participa das deliberações do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC).
Reações do Mercado Financeiro
Os mercados financeiros notaram o volume crescente de comentários recentes vindos dos chamados “falcões da inflação” do Fed. Os investidores ajustaram as expectativas, reduzindo as chances de um corte das taxas em dezembro para cerca de 50%, com base nos contratos de futuros dos fundos federais. Antes da reunião de outubro do Fed, essas probabilidades eram de aproximadamente 100%.
Dados Divididos
Após a decisão tomada em setembro, quando o banco central cortou as taxas pela primeira vez em 2025, Kashkari declarou que esperava mais duas reduções neste ano. Ele indicou, na quinta-feira, que acreditava que a economia estava desacelerando de maneira mais significativa na época.
Desafios no Mercado de Trabalho
Kashkari comentou sobre a quantidade de notícias relacionadas a tomadores de empréstimos de baixa renda — incluindo tomadores subprime e empresas que atendem a esses mercados — enfrentando dificuldades financeiras. Ele observou que isso sugere a presença de fraquezas reais no mercado de trabalho. No entanto, observou também que muitos ganhos corporativos estão se saindo bem, e que muitas corporações permanecem otimistas em relação ao desempenho em 2026.
Busca por Mais Dados
Kashkari não está sozinho na necessidade de mais dados antes de tomar uma decisão sobre a reunião final do ano do Fed. Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, expressou essa mesma incerteza em um evento em Dublin, afirmando que ainda é prematuro afirmar de maneira definitiva que não haverá cortes ou que haverá.
Opiniões Divergentes entre os Oficiais do Fed
Enquanto alguns oficiais endossam a ideia de uma pausa nas taxas, um número crescente de funcionários está advogando pela manutenção das taxas em seus níveis atuais.
Posição de Susan Collins
Susan Collins, que dirige o Fed de Boston, declarou na quarta-feira que as taxas devem permanecer nos níveis atuais por “um tempo” a fim de buscar um equilíbrio entre a inflação, que está em 3% e ainda acima da meta de 2% do Fed, e a desaceleração nas contratações no mercado de trabalho. Ela ressaltou que o crescimento ainda forte pode atrasar os avanços no controle das pressões de preços.
Mudanças na Postura de Outros Funcionários
Outros oficiais que anteriormente eram mais favoráveis aos cortes de taxas, como Austan Goolsbee, do Fed de Chicago, expressaram sentimentos semelhantes recentemente. Esses colaboradores fazem parte da ala mais cautelosa do Fed, que inclui políticas como Jeff Schmid, do Fed de Kansas City, Beth Hammack, do Fed de Cleveland, e Lorie Logan, do Fed de Dallas, todos os quais alertaram contra novos cortes nas taxas.
Argumentos a Favor de Cortes
Por outro lado, os governadores Stephen Miran, Christopher Waller e Michelle Bowman defenderam cortes nas taxas. Miran, o mais novo oficial do Fed — nomeado pelo ex-presidente Donald Trump no início deste ano — indicou que a inflação apresentou resultados melhores do que o esperado, o que poderia apoiar o caso para redução das taxas.
Olhando para o Futuro
Os oficiais do Fed terão uma nova oportunidade de avaliar o estado da economia dos Estados Unidos quando as agências governamentais recomeçarem a publicação de estatísticas oficiais, agora que o impasse governamental foi resolvido. Contudo, não está claro quanto de novos dados estará disponível a tempo da reunião de dezembro do Fed.
Fonte: finance.yahoo.com


