Principais destaques corporativos de terça-feira, 18 de julho
A prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, o processo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra o CEO da Azul (AZUL4) e os proventos anunciados pela Marcopolo (POMO4) estão entre os principais eventos do dia.
Banco Master: prisão de Daniel Vorcaro e liquidação decretada pelo Banco Central
A Polícia Federal (PF) deteve, na manhã de terça-feira (18), Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em uma operação que utilizou cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 ordens de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
Denominada “Compliance Zero”, essa ação visa combater a emissão de títulos de crédito falsificados por instituições financeiras que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional. Além de Vorcaro, foi preso Augusto Lima, seu principal sócio no Banco Master.
As investigações tiveram início em 2024, motivadas por uma solicitação do Ministério Público Federal, que buscava investigar a possível criação de carteiras de crédito sem validade por instituições financeiras. Tais títulos teriam sido comercializados para outro banco e, após fiscalização por parte do Banco Central, foram substituídos por ativos que não passaram por uma avaliação técnica adequada, conforme relatado pela PF em comunicado.
Simultaneamente, o Banco Central (BC) anunciou a liquidação judicial da instituição, que já enfrentava dificuldades operacionais nos últimos meses. Esta decisão foi tomada um dia após a holding de investimentos Fictor apresentar uma proposta para comprar o Banco Master, o que inclui um aporte inicial de R$ 3 bilhões para reforçar a estrutura de capital da empresa.
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) processa CEO da Azul (AZUL4)
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresentou um processo contra John Peter Rodgerson, o diretor executivo (CEO) da Azul (AZUL4). A acusação se refere à divulgação de projeções financeiras feitas pelo executivo durante entrevistas à imprensa.
O termo de acusação foi gerado a partir de um processo que incluiu a avaliação de eventos relacionados à divulgação das projeções apresentadas pelo CEO da companhia. Durante uma das entrevistas, Rodgerson anunciou uma receita esperada de R$ 20 bilhões para o exercício de 2024, além da possibilidade de uma geração adicional de R$ 1 bilhão em receita no ano seguinte, resultante de um plano estratégico.
Essa declaração gerou uma interpretação otimista sobre a saúde financeira da empresa. No entanto, apenas alguns meses depois, a Azul apresentou um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.
Marcopolo (POMO4) informa distribuição de R$ 0,78 por ação em JCP e dividendos
A Marcopolo (POMO4) anunciou que, em reunião do Conselho de Administração realizada nesta segunda-feira (17), foi aprovada a distribuição de R$ 0,78 por ação aos acionistas, somando juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos referentes ao exercício de 2025.
A empresa irá distribuir R$ 0,09 por ação em JCP, o qual será deduzido do dividendo obrigatório já declarado. Este montante estará sujeito à retenção do Imposto de Renda na fonte. A companhia também aprovou R$ 0,69 por ação em dividendos, que igualmente será subtraído do dividendo obrigatório antecipado. Esta distribuição inclui a totalidade da reserva de dividendos intermediários, totalizando R$ 169,79 milhões.
Os créditos correspondentes serão realizados no dia 24 de novembro de 2025, com pagamento previsto para iniciar em 15 de dezembro de 2025. A negociação das ações começará a ocorrer ex-dividendos a partir de 25 de novembro de 2025.
Fitch reafirma ratings da Axia (AXIA3) e altera perspectiva para positiva
A Axia Energia (AXIA3), anteriormente conhecida como Eletrobras, comunicou que a agência de classificação de risco Fitch reafirmou os ratings de longo prazo em moeda local e estrangeira em BB- e de longo prazo na escala nacional em AA (bra), mudando sua perspectiva de estável para positiva.
De acordo com o fato relevante da empresa, essa alteração reflete a expectativa de aumento na geração de caixa e melhoria nas métricas de crédito, o que é resultado da combinação das vendas de ativos anunciadas e das premissas mais favoráveis da Fitch para os preços de venda de energia do grupo.
Em comunicado, a Axia observou que os ratings da companhia se baseiam em sua base de ativos relevante e diversificada, o que ajuda a mitigar riscos operacionais e regulatórios.
“A Axia Energia se beneficia de grande liquidez e flexibilidade financeira, permitindo o cumprimento de suas obrigações de dívida e a realização de planos de investimentos mais robustos”, afirmaram os representantes da empresa.
Azzas 2154 (AZZA3) aprova distribuição de R$ 180 milhões em dividendos; condições a seguir
A Azzas 2154 (AZZA3) teve sua proposta aprovada em reunião do Conselho de Administração na segunda-feira (17), que determina a distribuição de R$ 180 milhões em dividendos. Este montante equivale a R$ 0,892 por ação ordinária, excluindo as ações mantidas em tesouraria.
Os acionistas que estiverem registrados na base acionária até o dia 21 de novembro de 2025 terão direito ao provento, respeitando as negociações ocorridas até essa data. A partir de 24 de novembro, as ações passarão a ser negociadas sem direito aos dividendos.
O pagamento será realizado em um único lote no dia 1º de dezembro de 2025, sem atualização monetária ou juros entre a data da declaração e o efetivo crédito aos acionistas.
A companhia informou que o valor será depositado na conta bancária indicada pelos acionistas ao Itaú Corretora, que é responsável pela escrituração das ações. Aqueles que não tiverem o cadastro completo, como CPF/CNPJ ou dados bancários, só poderão receber após regularização.
Copel (CPLE3) detalha cronograma de migração ao Novo Mercado
A Copel (CPLE3) anunciou nesta segunda-feira (17) que a aprovação, em assembleia especial de acionistas preferencialistas, foi concedida para a conversão obrigatória de todas as ações preferenciais (PNA) em ações ordinárias (ON) e preferenciais classe C (PNC), com estas últimas sendo resgatáveis. Cada ação preferencial PNA será convertida em uma ação ordinária e em uma preferencial classe C.
Essa medida faz parte dos esforços já aprovados na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de agosto de 2025, com o propósito de simplificar a estrutura acionária e facilitar a entrada da empresa no Novo Mercado da B3.
Além da aprovação da conversão, a Copel também divulgou detalhes sobre o direito de retirada, o resgate das ações PNC e o cronograma completo relacionado à migração.
Dexco (DXCO3) anuncia resgate antecipado de 120 mil debêntures
A Dexco (DXCO3) informou, na noite de segunda-feira (17), sobre a intenção de realizar o resgate antecipado facultativo da totalidade das 120 mil debêntures da 2ª emissão. O vencimento original dessas debêntures estava previsto para 17 de maio de 2026, de acordo com o comunicado ao mercado.
A empresa, que atua na fabricação de louças e produtos para construção civil, confirmou que o saldo principal das debêntures emitidas em 2019, quando a companhia ainda se chamava Duratex, é de aproximadamente R$ 600 milhões, o qual será acrescido de juros remuneratórios e de um prêmio.
O resgate antecipado das debêntures está programado para ocorrer no dia 26 de novembro de 2025, com pagamento aos detentores das debêntures marcado para o dia 27 de novembro de 2025. A Dexco também planeja efetuar, no mesmo dia, um pré-pagamento de dívida em moeda estrangeira, no valor principal de US$ 70 milhões, cuja data de vencimento original é 11 de maio de 2026.
XP (XPBR31) revela R$ 500 milhões em dividendos após aumento no lucro do 3T25
A XP (XPBR31) registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,33 bilhão no terceiro trimestre, representando uma alta de 12% em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme divulgado pela companhia nesta segunda-feira.
A empresa, reconhecida como uma das principais fornecedoras de produtos e serviços financeiros no Brasil, teve uma captação líquida durante o período de R$ 29 bilhões, valor inferior aos R$ 34 bilhões captados no ano anterior.
Além disso, a XP reportou ativos totais de clientes em R$ 1,4 trilhão. O retorno sobre o patrimônio líquido tangível anualizado (ROTE), que a XP considera mais representativo de seu modelo de negócios, atingiu 28% em termos ajustados, contra 28,4% no ano passado. Em relação ao retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROAE) ajustado, ficou em 23%, mantendo-se no mesmo nível do terceiro trimestre do ano passado.
MBRF (MBRF3) conclui transição para uso exclusivo de ovos de galinhas livres
A empresa de alimentos MBRF (MBRF3) anunciou nesta segunda-feira que completou a transição para o uso exclusivo de ovos provenientes de galinhas livres de gaiolas, avançando nesse processo também em outros países, como Turquia e Emirados Árabes Unidos, segundo informações divulgadas antecipadamente à Reuters.
“Este compromisso, que já foi implementado no Brasil desde 2020, agora se estende às operações internacionais, consolidando um avanço significativo para a sustentabilidade e o bem-estar animal, e antecipando a meta global estabelecida para dezembro de 2025”, afirmou a MBRF, que surgiu da fusão entre Marfrig e BRF, responsável pelas marcas Sadia e Perdigão.
A implementação do uso de ovos “cage-free” nas operações internacionais envolveu uma colaboração com fornecedores locais, especialmente em mercados como a Turquia e os Emirados Árabes Unidos, onde a produção de ovos livres de gaiolas ainda representa um desafio significativo.
*Com informações da Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

