Loja-conceito promete impulsionar o faturamento da varejista; descubra o que esperar dessa nova estratégia no segmento físico.

Loja-conceito promete impulsionar o faturamento da varejista; descubra o que esperar dessa nova estratégia no segmento físico.

by Ricardo Almeida
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Inauguração da Galeria Magalu

O Magazine Luiza (código de ação MGLU3) inaugura nesta terça-feira, 9 de outubro, a Galeria Magalu, um projeto significativo da varejista que visa integrar seus canais físicos e digitais em um único espaço.

Localização e Estrutura

A Galeria está situada na Avenida Paulista e abriga lojas do Magazine Luiza, KaBuM!, Netshoes, Época Cosméticos e Estante Virtual. O local, que ocupa mais de 4 mil metros quadrados, foi anteriormente utilizado pela Livraria Cultura, no Conjunto Nacional.

Declarações da Diretoria

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, o CEO Frederico Trajano classificou a Galeria como um “brand place”, um espaço que pretende se consolidar como um centro de marcas das empresas que integram o ecossistema do Magazine Luiza.

“Procuramos ressignificar a loja de departamento, que vinha enfrentando problemas de fluxo. Queremos repensar isso a partir de um conceito mais moderno, digital e futurista, que preserve os pontos positivos do modelo tradicional e ao mesmo tempo resolva dois problemas: a questão do fluxo dos consumidores e a viabilidade econômica”, afirmou o CEO durante a coletiva.

Expectativas de Faturamento

Embora não tenham sido revelados dados sobre o investimento ou a expectativa de faturamento por loja, Frederico Trajano e Fabrício Garcia, vice-presidente comercial e operacional do Magazine Luiza, indicaram que a Galeria Magalu deve se tornar a unidade mais lucrativa da companhia.

Como um parâmetro, Garcia mencionou que uma loja localizada na Marginal Tietê alcançou vendas superiores a R$ 20 milhões em novembro, um montante considerado elevado para as categorias principais do Magazine Luiza. A expectativa é que a Galeria ultrapasse esse patamar de vendas.

Contexto Econômico

O CEO da empresa destacou a sensibilidade do cenário atual em relação à taxa de juros, que se encontra em 15% devido à taxa Selic. Essa situação gerou a necessidade de uma solução econômica que tornasse o negócio viável. Nesse contexto, a companhia também prevê a utilização de anúncios publicitários dentro da loja-conceito.

A Galeria contará com uma variedade de espaços publicitários onde marcas podem pagar para ter suas ofertas exibidas diretamente no ambiente da loja. Com essa estratégia de anúncios, a empresa espera recuperar o investimento realizado na Galeria em um período aproximado de um ano e meio.

Modelo de Negócio e Ações Físicas

Durante a coletiva, tanto o CEO quanto a presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, mencionaram que o varejo físico já chegou a ser considerado “morto” em várias ocasiões, mas mantêm a convicção de que ainda existem forças e estratégias que provam a viabilidade dessa abordagem que busca a complementaridade entre o físico e o digital.

Frederico Trajano comentou: “Tivemos uma Black Friday extraordinária em loja física. O varejo físico está menos competitivo quando comparado ao online, mas continua sendo relevante.”

A loja-conceito da Galeria se baseia na multicanalidade do Magazine Luiza. Contando com cinco lojas que atendem a diferentes públicos, a varejista também oferece a operação de retirada em loja, e promove ativações presenciais que visam atrair mais consumidores. Além disso, há dois estabelecimentos alimentícios dentro da Galeria, o que estimula a circulação de pessoas no espaço.

Planos Futuros

A companhia não desconsidera a importância do ambiente digital, mas exclui a ideia de competir diretamente com gigantes do e-commerce como Mercado Livre e Shopee, que se concentram em produtos de menores valores. No entanto, a empresa visualiza um futuro com potencial para cerca de 50 novas lojas do tipo Galeria, embora ainda não tenha planos concretos para a expansão e considere esta inauguração uma experiência que servirá de referência para as decisões futuras.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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