Aporte do Tesouro aos Correios
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou que o aporte do Tesouro Nacional aos Correios deverá ser inferior aos R$ 6 bilhões previamente mencionados pela estatal. Haddad ainda destacou que o governo está considerando a liberação de um empréstimo para a empresa ainda neste ano.
Espaço Orçamentário
Em relação à possibilidade de um aporte fiscal em 2025, Haddad afirmou que tal espaço orçamentário existe, contudo, sem que uma decisão final tenha sido tomada. O ministro esclareceu: “Até teria espaço fiscal, mas não é uma coisa que está decidida. Não é uma coisa que está decidida”, disse à imprensa em frente ao Ministério da Fazenda.
Valores e Aporte
Sobre os valores que devem ser utilizados, Haddad indicou que a quantia ficará abaixo do que inicialmente havia sido sugerido. "Esse valor, não. É valor inferior a esse pelo que eu sei, que é o que está sendo aventado, mas não está decidido", afirmou.
Mecanismos de Aporte
Haddad explicou que o aporte pode ser realizado por meio de crédito extraordinário ou através de um Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN), caso o governo julgue necessário. “Pode ser um PLN também. Se fosse considerado necessário”, completou o ministro.
Condicionantes para o Aporte
Haddad enfatizou que qualquer suporte financeiro estará vinculado a um plano de reestruturação da companhia. “Nós temos o Tesouro encarregado do plano de reestruturação. Estamos sempre condicionando tudo a um plano de reestruturação. O Correio precisa mudar, precisa ser reestruturado. Então está tudo caminhando bem, mas ainda com detalhes para acertar”, ressaltou.
Aval ao Empréstimo
Além do aporte, o governo está avaliando a possibilidade de garantir um empréstimo que ajude a fortalecer o capital da estatal, iniciativa que ganhou força após a recusa do Tesouro em aprovar um reforço de R$ 20 bilhões.
Negociações em Andamento
As novas discussões envolvem a redução do montante do empréstimo, agora entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, permitindo à empresa obter juros mais baixos no mercado. Este foi o motivo pelo qual o Tesouro rejeitou a primeira solicitação de empréstimo.
Aprovação do Empréstimo
O ministro mencionou que é possível que o empréstimo seja aprovado ainda este ano, mas lembrou que os impasses nas negociações com instituições financeiras dificultam um avanço mais ágil nesse sentido. “É uma possibilidade, mas não estamos jogando com uma possibilidade só por causa da negociação com os bancos”, afirmou Haddad.
Déficit dos Correios
A equipe econômica tem utilizado o déficit previsto pelos Correios para 2025 como indicador para avaliar o aporte. Segundo o último relatório de avaliação de receitas e despesas do ano corrente, a estatal enfrenta um rombo de R$ 5,8 bilhões.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


