Desilusão do Uruguai com Negociações do Mercosul
O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, expressou sua frustração ao declarar que não poderá assinar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) neste sábado (20), como era o plano inicial. A razão citada para essa situação é a "falta de consenso interno no seio da UE".
Reunião do Conselho do Mercado Comum
Essa declaração foi proferida durante a 67ª reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul, que é o órgão de decisão ministerial do bloco. O evento ocorreu na manhã da última sexta-feira (19) e foi comunicado pelo Ministério de Relações Exteriores do Uruguai.
Expectativa pela Assinatura do Acordo
Lubetkin ressaltou que o Uruguai espera que a União Europeia finalize suas deliberações internas, a fim de que a Presidência Pro Tempore do Paraguai possa definir os passos concretos necessários para a assinatura desejada do acordo.
Transição de Presidência
No próximo sábado, o Brasil efetuará a transferência da Presidência Pro Tempore do Mercosul para o Paraguai, que assumirá a liderança do bloco no primeiro semestre de 2026.
Continuidade nas Negociações com Outros Países
O ministro mencionou que o Uruguai continuará a monitorar o andamento das negociações com os Emirados Árabes Unidos, buscando concluir as discussões o mais breve possível. Além disso, Lubetkin destacou a intenção de avançar nas negociações com o Canadá de uma maneira pragmática, visando alcançar resultados viáveis em um curto período de tempo.
Oportunidades Durante a Presidência do Paraguai
O Uruguai acredita que, sob a presidência do Paraguai, será possível dar continuidade a uma agenda externa dinâmica e proativa. Essa agenda inclui o aprofundamento do acordo com a Índia, além de avanços em negociações substanciais com o Vietnã. O objetivo é também concretizar acordos de livre comércio com países como Indonésia, Coréia do Sul e Reino Unido, com o intuito de fortalecer a presença e o posicionamento internacional do Mercosul.
Reunião do CMC em Foz do Iguaçu
A reunião do Conselho do Mercado Comum, que ocorreu em Foz do Iguaçu, foi majoritariamente restrita à cobertura da imprensa.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


