Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M)
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou uma alta de 0,21% em dezembro de 2025, o que representa uma desaceleração em comparação à variação de 0,28% registrada em novembro. No acumulado ao longo de 12 meses, o índice encerrou o ano com um avanço de 6,10%, refletindo uma persistente pressão sobre os custos da construção. Este resultado, embora ainda significativo, mostra um ritmo mais moderado quando comparado a dezembro de 2024, quando o índice acumulava uma alta de 6,34%.
Influências no Desempenho do Índice
O resultado do mês foi impactado principalmente pelo desempenho dos grupos que compõem o índice, destacando-se os setores de Materiais, Equipamentos e Serviços, além da aceleração observada nos custos da Mão de Obra. Esse movimento indica ajustes pontuais nos preços dos insumos e serviços utilizados no setor, evidenciando dinâmicas distintas ao longo da cadeia produtiva da construção civil.
Materiais, Equipamentos e Serviços
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços registrou uma alta de 0,13% em dezembro, inferior ao avanço de 0,33% verificado em novembro. Dentro desse grupo, a categoria de Materiais e Equipamentos desacelerou de 0,36% para 0,11% no período, demonstrando uma diminuição nos preços dos principais insumos utilizados nas obras. Todos os quatro subgrupos que compõem essa categoria mostraram desaceleração, com destaque para o subgrupo "materiais para instalação", que viu sua taxa de variação inverter de 0,61% para -0,22%.
Serviços
No que se refere ao grupo de Serviços, houve uma reversão na taxa de variação, que passou de -0,01% em novembro para 0,27% em dezembro. Esse aumento foi impulsionado pela categoria de “projetos”, a qual registrou uma aceleração, passando de 0,01% para 0,23%, indicando um crescimento nos custos associados às etapas técnicas e de planejamento das obras.
Mão de Obra
O índice relacionado à Mão de Obra avançou 0,32% em dezembro, um aumento em relação à variação de 0,22% observada no mês anterior. Este resultado indica uma pressão maior sobre os custos trabalhistas no encerramento do ano, um fator relevante para a estrutura de despesas do setor de construção civil.
Análise Regional do INCC-M
A análise regional do INCC-M evidenciou um comportamento heterogêneo entre as capitais pesquisadas. Cidades como Brasília, Porto Alegre, Recife e São Paulo apresentaram uma desaceleração em suas taxas de variação em dezembro. Por outro lado, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador registraram uma aceleração nos índices, refletindo um aumento mais intenso nos custos da construção nessas localidades.
Implicações para o Mercado
Do ponto de vista do mercado, a evolução do INCC-M tende a influenciar as expectativas relacionadas ao setor imobiliário, contratos de construção e reajustes de aluguéis vinculados ao índice. Movimentos de desaceleração nos custos dos materiais podem proporcionar um alívio nas margens das construtoras, enquanto a aceleração dos custos de Mão de Obra permanece como um ponto de atenção para os custos futuros, com possíveis repercussões nas decisões de investimento e na precificação de novos projetos.
Fonte: br.-.com


