María Corina Machado promete retornar à Venezuela e defende novas eleições.

María Corina Machado promete retornar à Venezuela e defende novas eleições.

by Ricardo Almeida
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Retorno Planejado para a Venezuela

A principal líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, expressou sua intenção de retornar ao país em breve. Durante uma entrevista, ela elogiou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por lutar contra o governo de Nicolás Maduro e afirmou que seu movimento está preparado para vencer uma eleição que possa ser considerada livre.

“Estou planejando voltar para a Venezuela o mais rápido possível”, disse Machado, que tem 58 anos, é advogada e mãe de três filhos. Em outubro, ela deixou o país disfarçada para receber o Prêmio Nobel da Paz, o qual dedicou a Trump. Ela acredita firmemente que seu grupo pode ganhar a próxima eleição em 2024, afirmando que “gostaríamos de ter uma vitória esmagadora em condições que atualmente são fraudulentas. Em um contexto de eleições livres e justas, alcançaremos mais de 90% dos votos.”

No entanto, Machado revelou que não teve contato com Trump desde o dia 10 de outubro, quando o prêmio Nobel foi anunciado. O ex-presidente americano havia expressado que os Estados Unidos precisam ajudar a resolver a crise na Venezuela antes de uma nova eleição, considerando irrealistas as sugestões de que ocorreriam em um prazo de 30 dias.

“Precisamos primeiro consertar o país. Não é viável realizar uma eleição quando as pessoas não têm condições de votar”, comentou Trump em uma entrevista à NBC.

Continuação do Controle Socialista

Durante a referida entrevista, que foi a primeira após a captura de Maduro pelas autoridades americanas no fim de semana, Machado não revelou sua localização atual nem detalhes sobre seus planos de retornar à Venezuela, onde enfrenta mandados de prisão e onde os partidários do Partido Socialista ainda exercem controle.

Isso representa uma frustração tanto para ativistas da oposição quanto para a significativa diáspora venezuelana — que representa um em cada cinco cidadãos que deixaram o país durante a crise econômica sob a liderança de Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez. Trump, por sua vez, não deu muitas indicações de apoio à Machado, embora alguns analistas internacionais e aliados dos EUA aleguem que a oposição teve sua vitória nas últimas eleições presidenciais, que ocorreu em um ambiente de manipulação, subtraída devido à candidatura de um aliado de Machado.

Apesar dessas circunstâncias, Trump declarou que Machado não possuía a confiança do povo venezuelano. Até o momento, o governo dos Estados Unidos parece estar disposto a trabalhar com a presidente interina Delcy Rodríguez, uma conhecida apoiadora de Maduro, que denunciou a captura de seu aliado e, ao mesmo tempo, solicitou cooperação respeitosa com os EUA.

“Delcy Rodríguez é uma das principais arquitetas do sistema de tortura e perseguição, além de estar envolvida em corrupção e narcotráfico”, observou Machado. “Ela é uma aliança forte de países como Rússia, China e Irã e, portanto, não é uma pessoa de confiança para investidores internacionais, além de ser amplamente rejeitada pelo povo venezuelano.”

Agradecimentos e Reconhecimento a Trump

Machado, que conseguiu unir uma oposição frequentemente fragmentada e desmotivada ao longo dos últimos anos, elogiou Trump de maneira efusiva, afirmando que gostaria de entregar o prêmio Nobel a ele pessoalmente. Ela relatou que “o dia 3 de janeiro será lembrado na história como o momento em que a justiça triunfou sobre uma tirania”.

“Em nome do povo venezuelano, quero expressar nossa gratidão pela visão corajosa e pelas ações históricas que você tomou contra este regime narcoterrorista… Essa é uma grande passo rumo a uma transição democrática”, afirmou Machado.

Com as maiores reservas de petróleo do mundo e os EUA como aliado privilegiado, Machado declarou que a Venezuela tem potencial para se tornar o centro energético das Américas. Segundo ela, a recuperação do Estado de Direito, a reabertura dos mercados e o retorno dos exilados são caminhos que podem beneficiar tanto o país quanto os investidores estrangeiros.

Entretanto, fontes indicam que Trump foi informado pela CIA de que figuras como Rodríguez e outros oficiais de alto escalão na administração de Maduro podem ser as melhores opções para garantir a estabilidade política no país. Além disso, observou-se que quaisquer indivíduos vinculados à captura de Maduro podem ser alvo de prisão, indicando uma atmosfera de tensão em relação ao estado da liberdade de imprensa. Na segunda-feira, 14 jornalistas foram brevemente detidos ao cobrir eventos em Caracas.

Dados registrados pela Reuters relataram que tiros foram disparados no céu noturno de Caracas, com autoridades afirmando que tal medida foi uma tentativa de neutralizar drones não autorizados.

“Não houve confronto. A situação no país permanece totalmente sob controle”, afirmou o vice-ministro das Comunicações, Simon Arrechider, durante conversa com a imprensa.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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