Líderes europeus reagem à renovação do interesse de Trump pela Groenlândia.

Líderes europeus reagem à renovação do interesse de Trump pela Groenlândia.

by Patrícia Moreira
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Visão Aérea de Groenlândia Durante Eleições Legislativas

Esta imagem aérea mostra icebergs flutuando nas águas afetadas pelo sol, com prédios ao fundo na cidade de Nuuk, Groenlândia, no dia 11 de março de 2025, que coincide com o dia das eleições legislativas no território autônomo dinamarquês.

Fonte: Odd Andersen | Afp | Getty Images

A Declaração Conjunta dos Líderes Europeus

Líderes europeus emitiram, na terça-feira, uma declaração conjunta com o objetivo de contestar o renovado interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia. A nota afirma que a segurança na região ártica deve ser alcançada de maneira colaborativa.

Compromisso com a Segurança Coletiva

"A Dinamarca – incluindo a Groenlândia – faz parte da OTAN", diz a declaração, conforme um comunicado publicado pelo Escritório do Primeiro-Ministro dinamarquês no X. “A segurança no Ártico deve, portanto, ser alcançada coletivamente, em conjunto com aliados da OTAN, incluindo os Estados Unidos, sustentando os princípios da Carta da ONU, que incluem soberania, integridade territorial e a inviolabilidade de fronteiras. Esses são princípios universais, e não iremos parar de defendê-los”, prosseguem os líderes.

Decisão Soberana Sobre Groenlândia

"Groenlândia pertence ao seu povo. É prerrogativa da Dinamarca e da Groenlândia, e apenas deles, decidir questões que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia."

A carta foi assinada pela primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, pelo presidente francês Emmanuel Macron, pelo chanceler alemão Friedrich Merz, pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, além dos líderes da Itália, Espanha e Polônia.

Contexto do Interesse de Trump

A mensagem coordenada surge em um momento em que Trump novamente dirige seu foco para o vasto e escasamente povoado território da Groenlândia. O presidente dos Estados Unidos, que há muito defende o controle sobre o território autônomo dinamarquês, afirmou à NBC News na segunda-feira que estava "muito sério" quanto à sua intenção de adquirir Groenlândia. Contudo, Trump também declarou que não tinha "um prazo" para isso.

Preocupações da Dinamarca

Sinos de alerta têm soado na Dinamarca, que é responsável pela defesa da Groenlândia, dado que os comentários de Trump ocorrem após uma importante operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A primeira-ministra dinamarquesa, Frederiksen, já havia alertado que uma possível tomada americana da Groenlândia implicaria o fim da aliança militar da OTAN.

"Eu acredito que o presidente dos EUA deve ser levado a sério quando diz que deseja Groenlândia", afirmou Frederiksen em entrevista à emissora dinamarquesa TV2 na segunda-feira, segundo tradução da CNBC.

Ela também deixou claro: "Mas eu quero deixar claro que, se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da OTAN, então tudo para. Isso inclui nossa OTAN e, portanto, a segurança que foi proporcionada desde o fim da Segunda Guerra Mundial."

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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