Aumento do Potencial para Ações de Defesa em 2023
As ações do setor de defesa podem ter um desempenho positivo este ano, especialmente porque os Estados Unidos parecem prontos para intensificar suas operações militares em várias regiões. Esta perspectiva é compartilhada pela analista Kristine Liwag, da Morgan Stanley, em uma comunicação enviada a clientes.
Crescentes Tensões Geopolíticas
Os produtos das empresas de defesa estão se mostrando cada vez mais essenciais, especialmente após uma série de recentes ações militares dos Estados Unidos em países como Venezuela e Irã. Liwag destacou que as capacidades extensas das principais empresas de defesa dos EUA foram fundamentais nas missões realizadas, ressaltando, em sua análise, o importante valor que os sistemas destas empresas trazem ao arsenal americano atualmente.
Atração para Investidores
Atualmente, as principais empresas de defesa dos Estados Unidos estão negociando com um desconto de aproximadamente 30% em relação ao índice S&P 500, o que pode representar uma oportunidade atrativa para investidores. A Morgan Stanley apontou a Northrop Grumman como sua principal escolha entre as ações do setor de defesa, mantendo uma classificação de sobrepeso para a empresa. Nos últimos 12 meses, as ações da Northrop Grumman apresentaram um aumento superior a 33%, além de oferecer um rendimento de dividendos de 1,5%.
Outras Preferências da Morgan Stanley
Outras escolhas da Morgan Stanley, dentro do mesmo contexto, incluem a RTX, L3Harris Technologies e General Dynamics, todas com classificação de sobrepeso. Os analistas observam que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos aumentou seus gastos com impressão 3D nos últimos anos, visando ampliar a fabricação de drones. Essa tendência pode favorecer ainda mais as ações do setor de defesa. Além disso, o órgão federal parece estar se preparando para aumentar seus investimentos nesse tipo de iniciativa em 2026, proporcionando às empresas mencionadas ainda mais espaço para crescimento.
Adaptação às Novas Realidades de Guerra
No entanto, as empresas de defesa precisarão se adaptar com a mudança na natureza da guerra, especialmente à medida que a adoção de inteligência artificial e outras tecnologias emergentes se intensifica, conforme mencionado por Liwag em suas observações.
Fonte: www.cnbc.com


