Introdução de Resolução por Ruben Gallego
O senador Ruben Gallego, do Arizona, anunciou na terça-feira que pretende apresentar uma resolução para impedir o presidente Donald Trump de invadir a Gronelândia. Em uma postagem na plataforma de mídia social X, Gallego expressou seu descontentamento com a retórica crescente da administração Trump sobre a possibilidade dos Estados Unidos assumir o controle da Gronelândia, que é um território autônomo dinamarquês.
Declarações de Gallego
“ACORDA,” escreveu Gallego, ressaltando que é fundamental agir antes que Trump decida invadir outro país por impulso. Ele afirmou: “Estou introduzindo uma resolução para bloquear Trump de invadir a Gronelândia. Não mais guerras eternas.”
Comentários do Presidente Trump
Durante uma entrevista dada à revista The Atlantic no fim de semana, Trump mencionou que deixaria a outros decidirem se o recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela, visando capturar seu líder, Nicolás Maduro, teria implicações para a Gronelândia. Contudo, ele também declarou: “Precisamos da Gronelândia, absolutamente. Precisamos dela para defesa.”
Em um comentário adicional feito no domingo a bordo do Air Force One, Trump destacou a importância estratégica da Gronelândia para a segurança nacional. “Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional, e a Dinamarca não será capaz de cuidar disso, posso te garantir,” disse Trump.
Ação do Senador Gallego
Na segunda-feira, Gallego introduziu uma emenda ao projeto de lei de Apropriações para Defesa do Senado que visa proibir o uso de fundos para a aplicação de força militar contra a Gronelândia. A intenção é garantir que os recursos da defesa não sejam utilizados para uma possível agressão.
Resposta da Casa Branca
Uma porta-voz da Casa Branca comentou a situação afirmando que o presidente Trump crê que a Gronelândia é um local de importância estratégica, essencial para a segurança nacional, e que a população gronelandesa estaria mais segura sob a proteção dos Estados Unidos contra ameaças modernas na região do Ártico. A porta-voz reiterou que o presidente está comprometido em estabelecer paz duradoura tanto interna quanto externamente.
Comentários de Outros Senadores
O senador Lindsey Graham, um republicano da Carolina do Sul, foi questionado por jornalistas no Capitólio se estava preocupado com a possibilidade de a ação na Venezuela se espalhar para Cuba e para a Gronelândia. Graham respondeu: “Espero que se espalhe para Cuba. A Gronelândia é uma questão diferente.” Ele continuou dizendo que todos desejam uma presença maior dos Estados Unidos na Gronelândia para combater a influência russa e chinesa na região ártica, concordando com a visão de Trump sobre a legalidade das relações que os Estados Unidos devem ter com o território.
O senador Chris Murphy, do Connecticut, também se manifestou, dizendo a repórteres no Capitólio que, se fosse um membro europeu da OTAN, reavaliaria sua participação na aliança se os países da OTAN estivessem sendo invadidos por Donald Trump.
Implicações para a OTAN
Quando perguntado se os países da OTAN teriam que defender a Gronelândia contra os Estados Unidos, Murphy assentiu, afirmando: “Claro que sim.” Ele completou: “É isso que diz o Artigo 5. O Artigo 5 não previa que o país invasor seria um membro da OTAN.” Murphy enfatizou que, embora a situação possa parecer absurda, não é um assunto que deva ser tratado com desprezo, pois acredita que Trump está cada vez mais sério em relação a essas questões.
Reação da Dinamarca
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, se manifestou no domingo, pedindo aos Estados Unidos que cessem as ameaças contra um aliado historicamente próximo e em relação a um país e um povo que afirmaram claramente não estarem à venda. Ela destacou que “o Reino da Dinamarca — e, portanto, a Gronelândia — faz parte da OTAN e, portanto, está coberta pela garantia de segurança da aliança.”
Frederiksen também mencionou que já existe um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos que concede amplo acesso à Gronelândia, reafirmando as bases de cooperação entre os dois países.
Fonte: www.cnbc.com

