Possibilidade de Aprovação do Fim da Escala 6×1 em Ano Eleitoral
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, declarou que a aprovação do fim da escala 6×1 é viável mesmo em um ano eleitoral. Durante uma entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", realizada na quarta-feira, dia 7, ele ressaltou que a atual jornada de trabalho é "cruel", especialmente para as mulheres.
Afirmações sobre a Proposta
Marinho afirmou: "Asseguro que é plenamente possível fazer. É plenamente possível dizer a toda atividade econômica do Brasil que é possível acabar com a 6×1 mantendo as necessidades econômicas do país."
Mobilização Nacional dos Trabalhadores
Para garantir a votação da proposta antes das eleições, o ministro enfatizou a necessidade de uma mobilização nacional dos trabalhadores, a fim de pressionar o Congresso Nacional. Atuais duas propostas sobre o tema estão em tramitação no Legislativo.
Tramitação no Senado
Em dezembro, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma proposta que prevê que a jornada de trabalho não exceda oito horas diárias e 36 horas semanais, sendo distribuídas ao longo de até cinco dias na semana. Este texto, ao momento, aguarda análise pelo plenário da Casa.
Proposta na Câmara
Na Câmara, há uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 8 de 2025 que sugere a diminuição da jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais, organizadas em quatro dias. Este texto atualmente está em discussão em uma subcomissão especial criada para tratar do assunto.
Análise da Redução da Jornada
Luiz Marinho acredita que é possível reduzir a jornada máxima de trabalho no Brasil para 40 horas semanais, encerrando a escala 6×1. Ele destacou que as particularidades de cada setor devem ser tratadas em acordos coletivos com os sindicatos das categorias.
Reflexão sobre a Redução Abrupta da Carga Horária
Marinho pontuou: “Não vejo o Brasil caminhando rapidamente para 36 horas semanais. Falar de 44 para 36 em uma tacada só não seria salutar e sustentável.”
Situação Política do Ministro
Durante a entrevista, o ministro do Trabalho também descartou a possibilidade de deixar o governo para se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele atualmente está licenciado do cargo de deputado federal.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


