Declarações de Kristalina Georgieva
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta segunda-feira, dia 19, que “ainda é muito cedo” para avaliar as repercussões das recentes tensões comerciais, referindo-se às tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afetam países europeus.
Avisos sobre o Crescimento Econômico
Georgieva alertou que, conforme as simulações realizadas, desviar as relações comerciais do caminho habitual pode resultar em uma queda no crescimento econômico. Em entrevista à Bloomberg TV, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, ela enfatizou que a melhor solução para essa situação seria a realização de um acordo, um princípio que se aplica em qualquer lugar do mundo.
Riscos no Setor de Inteligência Artificial
A diretora do FMI também ressaltou a importância de monitorar os riscos relativos às mudanças no fluxo de investimentos em inteligência artificial (IA). Segundo Georgieva, até o momento, os investimentos nesse setor têm gerado altos lucros, e a expectativa é de que esse fluxo de capital persista, o que pode acarretar uma redução de investimentos em outras áreas. “Não estamos ainda preocupados com uma bolha da internet”, explicou, mencionando a crise que ocorreu no final dos anos 90. No entanto, ela destacou que o retorno sobre os investimentos é uma preocupação contínua.
Situação na Venezuela
Kristalina Georgieva comentou também sobre a relação do FMI com a Venezuela, informando que a instituição não possui vínculos com o país sul-americano desde 2019. Ela descreveu a situação na Venezuela como “devastadora”, com a economia em colapso e a inflação em crescimento, além de um cenário em que os dados disponíveis não são confiáveis. Contudo, Georgieva afirmou que o FMI está preparado para se engajar na Venezuela, transmitindo uma mensagem de esperança para a população venezuelana em relação a possíveis avanços no futuro próximo.
Visão sobre a Ucrânia
No que diz respeito à Ucrânia, Georgieva declarou que o país continua funcional apesar das adversidades impostas pelo inverno rigoroso. A diretora do FMI visitou Kiev na semana anterior e criticou as ações militares da Rússia, que têm como alvo o sistema energético ucraniano. “Não vejo a Ucrânia sendo esquecida. Na Europa, está muito claro que a segurança da Ucrânia é interligada à segurança da Europa”, afirmou, demonstrando confiança na continuidade das reformas que estão em andamento no país.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


