Cartão Will Bank inativo? Descubra o que o cliente precisa fazer.

Cartão Will Bank inativo? Descubra o que o cliente precisa fazer.

by Fernanda Lima
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Após a liquidação do Will Bank na quarta-feira (21), os clientes do banco digital se depararam com a suspensão dos cartões, operações e até mesmo com o “congelamento” do saldo em conta. Contudo, as obrigações, como faturas e empréstimos, continuam válidas, conforme explicaram especialistas na área.

Decisão do Banco Central

O Banco Central decidiu decretar a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento devido ao comprometimento da sua situação econômico-financeira, sua insolvência e ao vínculo de interesse com o Banco Master.

Na prática, a liquidação do Will Bank interrompe o funcionamento da instituição e conduz sua retirada do Sistema Financeiro Nacional (SFN) de forma organizada.

Implicações para os clientes

Nenhuma operação, incluindo transferências, pagamentos via Pix, ou a utilização de cartões de débito ou crédito, estará disponível, conforme informações de Adriana Melo, especialista em finanças e tributação.

“A comunicação será feita por meio de um site oficial que deverá ser criado especificamente para a liquidação, além de editais públicos e comunicados do Banco Central e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), quando aplicável”, afirmou.

A CNN Money elaborou um guia que reúne as principais dúvidas dos clientes do Will Bank.

Orientações para faturas e empréstimos

Quanto aos cartões do banco digital, a Mastercard já havia informado a suspensão de seu uso na terça-feira (20). Com a liquidação do Will Bank realizada no dia seguinte, todos os cartões foram bloqueados e cancelados.

Adriana Melo ressaltou que a obrigação de pagamento das faturas permanece vigente mesmo após a liquidação da instituição financeira, portanto, os clientes devem regularizar quaisquer pendências e empréstimos.

A única mudança significativa diz respeito ao canal de cobrança. “Normalmente, essas dívidas passam a ser geridas por um liquidante designado pelo Banco Central ou podem ser transferidas para outra instituição.”

Assim, o cliente deve aguardar orientações oficiais sobre como proceder com os pagamentos, pois ignorar a dívida pode ter consequências negativas no futuro, alertou a especialista.

Importância de salvar documentos

Clientes do Will Bank têm manifestado preocupações nas redes sociais, afirmando que, mesmo com a suspensão de operações, continuam a receber notificações para o pagamento das faturas.

De acordo com economistas, é imprescindível continuar realizando o pagamento das faturas do cartão de crédito e dos empréstimos. Adriana Melo recomenda que os clientes do Will Bank baixem todos os extratos e comprovantes da conta, enquanto a mesma ainda estiver ativa.

“Se houver tempo, registre todos os saldos de investimentos na conta corrente, faturas de cartões de crédito, parcelamentos futuros e qualquer outro item a fim de conferir e assegurar que está recebendo ou pagando o que realmente é devido”, continuou.

Assim que o aplicativo ficar fora do ar, todos os extratos precisarão ser solicitados ao liquidante, e esse processo pode levar um tempo considerável, acrescentou ela.

Status do saldo em conta

Após a liquidação extrajudicial, os clientes do Will Bank estão protegidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), em um esquema semelhante ao que ocorreu com os clientes do Banco Master. Essa proteção abrange apenas os investimentos financeiros no valor máximo de até R$ 250 mil.

Ao acessar o aplicativo do banco digital, aparece a seguinte mensagem: “Devido à liquidação determinada pelo Banco Central, as operações estão suspensas. Caso você possua saldo, em breve traremos mais informações sobre como terá acesso aos seus recursos.”

Adriana Melo esclarece que, até que todo o processo de pagamento pelo FGC seja concluído, o saldo permanece congelado, e os clientes devem aguardar novos comunicados sobre como receber o valor.

Paulo Feldmann, professor da FIA Business School, reforça que, mesmo com a fatura fechada ou em aberto, o pagamento é obrigatório, porém a situação é complexa, pois os clientes não têm acesso aos recursos nesse momento.

Além disso, Feldmann alerta que essa situação pode ser ainda mais difícil para os clientes de baixa renda, uma vez que o banco digital atendia principalmente as classes C, D e E.

“O cliente precisa buscar recursos em outras fontes, o que é bastante complicado. Muitas vezes ele tinha todo o dinheiro no Will Bank, especialmente considerando o perfil típico, que é de clientes com baixa renda e que não têm a possibilidade de diversificar seus investimentos em diversos bancos.”

Para aqueles clientes que possuíam mais de R$ 250 mil no Will Bank, a cobertura do FGC não se aplica. Segundo Feldmann, para um cliente que possui R$ 300 mil aplicados em CDB no banco digital, o cenário se apresenta da seguinte forma:

  • Desses R$ 300 mil, R$ 250 mil serão recebidos logo.
  • Os R$ 50 mil restantes poderão demorar, devido à finalização de todo o processo de liquidação.

Como evitar prejuízos em aplicações?

Conforme os especialistas, é fundamental prestar atenção a diversos aspectos ao escolher uma instituição financeira e o tipo de aplicação ou investimento, principalmente considerando os recentes casos de liquidação.

“A liquidação do Banco Master afetou 40% do FGC, o que torna a instituição um pouco mais vulnerável a partir de agora. É crucial considerar esse risco antes de optar por diferentes investimentos,” explica um dos especialistas.

Para garantir um investimento seguro, primeiramente é importante entender o objetivo do investimento, seguida da análise da liquidez. Depois disso, a avaliação do risco deve ser feita, como destacou o especialista.

“No segundo passo, o investidor deve analisar quais riscos está disposto a correr. Essa avaliação é frequentemente negligenciada pelos investidores iniciantes, que geralmente confiam apenas no FGC ou em outras garantias que podem existir, mas que não são infalíveis”, concluiu.

A recomendação é procurar investimentos que sejam adequados em termos de liquidez e que não dependam exclusivamente do FGC para sua segurança, conforme adicionalmente indicado pelo especialista.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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