Dólar em queda: cautela nas expectativas sobre as taxas de juros no Brasil e nos EUA

Dólar em queda: cautela nas expectativas sobre as taxas de juros no Brasil e nos EUA

by Ricardo Almeida
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Cotação do Dólar

O dólar à vista fechou a segunda-feira, 26 de janeiro, com leve queda no mercado brasileiro. Este movimento foi alinhado ao enfraquecimento global da moeda norte-americana, além de um clima de cautela que antecede as decisões sobre a taxa de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A cotação da paridade entre o dólar norte-americano e o real brasileiro (FX:USDBRL) recuou 0,14%, terminando o dia cotada a R$ 5,280. Este foi o menor nível de fechamento desde 11 de novembro do ano anterior, quando a moeda alcançou o valor de R$ 5,2746.

Desempenho do Dólar em 2026

No acumulado do ano de 2026, a moeda norte-americana já apresenta uma desvalorização significativa de 3,81%. Esse movimento é sustentado por um fluxo externo mais favorável, além de um diferencial de juros que continua atraente para o mercado financeiro brasileiro.

Influências Domésticas

O comportamento do dólar foi significativamente afetado pelas expectativas acerca das decisões de política monetária que serão anunciadas nesta semana. O Banco Central do Brasil se pronunciará na quarta-feira, 28 de janeiro, sobre um novo patamar para a taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O consenso entre os analistas de mercado aponta para a manutenção dessa taxa.

O diferencial entre os juros no Brasil e nos Estados Unidos é um dos principais fatores que estimulam a entrada de capital estrangeiro, ajudando a manter a cotação do dólar longe da marca de R$ 6,00.

Dados Econômicos Relevantes

Informações divulgadas pelo Banco Central revelaram que houve um déficit nas transações correntes de US$ 68,791 bilhões em 2025. No entanto, isso foi amplamente compensado por um ingresso robusto de US$ 77,676 bilhões em investimentos diretos no Brasil. Esse equilíbrio nas contas externas tem sido crucial para sustentar o real em relação ao dólar.

Além disso, o Boletim Focus apresentou uma nova redução na projeção da inflação para 2026, ao passo que as estimativas referentes ao PIB e à Selic foram mantidas. Esses dados reforçam a percepção de estabilidade no cenário macroeconômico nacional.

Mercado Internacional

No cenário internacional, o dólar norte-americano foi prejudicado em relação a várias moedas, com especial destaque para o iene japonês. Essa desvalorização ocorre em meio a especulações sobre uma possível intervenção do Banco do Japão, que visa conter a desvalorização da moeda local. A divisa norte-americana também recuou frente ao euro, à libra esterlina e a moedas de países emergentes, incluindo o rand sul-africano e o peso chileno.

Essa movimentação acontece dentro de um contexto de expectativa em relação à decisão do Federal Reserve, que também anunciará sua taxa de juros na quarta-feira, 28 de janeiro. Atualmente, os juros nos Estados Unidos variam entre 3,50% e 3,75%, com projeção majoritária apontando para a manutenção do patamar vigente. O índice DXY (CCOM:DXY), responsável por medir o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, evidenciou um viés mais fraco da moeda no cenário global.

Mercado Futuro da B3

No mercado futuro da B3, a queda observada foi mais intensa do que a do mercado à vista. O contrato de dólar futuro mais negociado, com vencimento em fevereiro, apresentava uma queda de 0,30% por volta das 17h04, cotado a R$ 5,2875.

A diferença entre o desempenho do dólar à vista e do dólar futuro indica que os investidores estão ajustando suas posições de curto prazo. Eles estão precificando a manutenção dos juros e a continuidade do fluxo de capitais estrangeiros, enquanto adotam uma postura cautelosa diante do ambiente internacional e das decisões monetárias a serem tomadas nesta semana.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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