Desempenho do Dólar em Queda
No dia 29 de janeiro de 2026, o dólar à vista fechou com uma queda de 0,27%, cotado a R$ 5,1941. Este foi o menor fechamento desde 28 de maio de 2024. O cenário refletiu um ambiente mais positivo para os ativos brasileiros, com um fluxo consistente de capital estrangeiro e menor pressão externa, mantendo a moeda abaixo do patamar psicológico de R$ 5,20.
Acumulado do Dólar em 2026
Desde o início de 2026, o dólar já acumula uma redução de 5,37%, o que demonstra um apetite renovado por risco nos mercados emergentes e a percepção de que o real se mantém bem posicionado no contexto global.
Influência da Selic no Câmbio Brasileiro
No Brasil, a taxa de câmbio foi fortemente influenciada pela recente decisão do Banco Central de manter a Selic em 15% ao ano. Essa decisão foi acompanhada por uma declaração firme do banco, enfatizando o compromisso com a convergência da inflação em direção à meta de 3%.
Apesar da expectativa de cortes na Selic já em março, o Brasil continua a ser atrativo para operações de carry trade, especialmente devido ao elevado diferencial de juros em relação a outros países. O significativo fluxo de capital estrangeiro, principalmente direcionado para a bolsa brasileira, também contribuiu para manter o dólar em níveis próximos a R$ 5,20.
Aspectos Políticos Que Afetam o Mercado
No cenário político, a confirmação da saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda em fevereiro passou a ser uma nova variável no radar dos investidores. Contudo, essa informação não gerou tensão adicional nos preços dos ativos.
Movimento do Dólar Norte-Americano no Mercado Externo
No mercado internacional, o dólar americano viveu um pregão volátil após o Federal Reserve decidir manter a taxa de juros. Durante o dia, foram destacados tanto a inflação ainda elevada quanto o crescimento robusto da economia dos Estados Unidos. A sinalização cautelosa quanto a possíveis cortes futuros na taxa fez com que a moeda apresentasse oscilações, encerrando de forma praticamente estável em relação às principais divisas.
Apesar da estabilidade, o dólar perdeu força em comparação a moedas de mercados emergentes, incluindo o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. Este comportamento sinaliza que o fluxo global continua a se dirigir para economias com maior potencial de retorno, movimento que ajudou a aliviar a pressão sobre a taxa de câmbio no Brasil.
Mercado Futuro e Expectativas de Curto Prazo
No mercado futuro da B3, o contrato de dólar com vencimento em fevereiro, que é o mais negociado, operou de maneira quase estável, apresentando uma leve queda de 0,02%, cotado a R$ 5,1965 às 17h09. A diferença mínima em relação ao dólar à vista indica que o mercado está precificando um cenário de curto prazo com um equilíbrio maior, sem apostas agressivas de alta ou de baixa.
Esse comportamento reafirma a postura cautelosa dos investidores, que permanecem na expectativa de novos sinais tanto da política monetária local quanto do ambiente internacional antes de realizarem ajustes mais significativos em suas posições no mercado de câmbio.
Fonte: br.-.com

